19 de setembro de 2020

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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS — O desenvolvimento econômico sustentável no Amazonas receberá investimento de R$ 56 milhões em recursos repatriados pela Operação Lava Jato. Na manhã desta terça-feira, 15, o governador Wilson Lima (PSC) lançou o programa “Amazonas Mais Verde”, que também vai promover a regularização fundiária nos municípios do Sul do Estado e na Região Metropolitana de Manaus (RMM), com duração de dois anos. Além, de combater o desmatamento e as queimadas na região.

O governador assegurou que o programa é uma plataforma de retomada das atividades econômicas em um período de pandemia vivenciado pelo mundo e será dividido em três eixos principais: o combate e o controle das queimadas e do desmatamento ilegal (comando e controle); a regularização fundiária; e a questão do estímulo à agricultura agroflorestal.

“Essa é uma situação recorrente, que todos os anos acaba acontecendo. O que a gente tem que encontrar é uma maneira de fazer com que tenhamos uma vigilância permanente e que essa pressão as atividades ilegais diminuam o máximo possível”, ressaltou.

(Lourenço Filho/Revista Cenarium)

De acordo com Wilson Lima, a maioria das atividades de desmatamento e de queimadas no Estado do Amazonas acontecem pela necessidade de produção e por um interesse produtivo.

“De um lado temos pessoas interessadas em produzir, plantar e criar gado, do outro, temos muita terra sobrando. E, essa terra devoluta, que foi queimada e que não precise mais derrubar nenhuma árvore para dar uma destinação final. O nosso grande desafio é fazer esse encontro. Não adianta simplesmente montarmos estratégias de comando, controle e punição. Mas sim, precisamos propor uma alternativa para o nosso povo”, enfatizou Wilson Lima.

Centro de Comando

O município de Apuí (a 1.098 quilômetros de Manaus) ganhará um Centro de Comando e Controle para reforçar a fiscalização ambiental na região. Segundo o governador, o programa também irá implementar melhorias no sistema de monitoramento da cobertura vegetal do Amazonas, além de estruturação e treinamentos das forças de segurança que atuam contra crimes ambientais.

Um dos destaques do programa é a regularização de 16 mil lotes de terra em 15 municípios. “Essas pessoas poderão ter o seu título de propriedade fundiária e posteriormente, conseguir um financiamento no banco. Além, de vender, negociar sua terra e ter a legitimidade de produzir e também de ir a uma agência de financiamento e poder ampliar o seu negócio, gerando emprego e renda”, reforçou.

O programa será coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) e será executado pelas Secretarias de Meio Ambiente (Sema), de Produção Rural (Sepror) e das Cidades e Territórios (Sect).

A ação contará também com o apoio de outros três órgãos estaduais: Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) e Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

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