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17 de novembro de 2021
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Gabriella Lira – Da Revista Cenarium

MANAUS – Desenvolver, potencializar e divulgar as áreas de Engenharia Elétrica, Automação e Controle, Computação, Eletrônica, Produção e Sistema de Informação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) são os objetivos da ‘Academia STEM’ (do inglês, Science, Technology, Engineering and Mathematics), projeto em parceria com a Samsung. Inaugurado na última segunda-feira, 25, o espaço conta com laboratórios, salas de aula, ambientes de convivência e dois laboratórios móveis instalados em duas carretas totalmente adaptadas. 

O projeto foi criado em abril de 2020, durante o período de isolamento social da pandemia de Covid-19, de forma remota. Cerca de 200 alunos de engenharia são beneficiados com bolsas de estudo de ‘permanência’ no valor de R$ 600, como incentivo a especialização, redução das taxas de evasão escolar e reprovação na comunidade acadêmica. O coordenador geral da academia STEM, Jucimar Júnior afirmou que “alunos que entram na faculdade e não desistem, são os alunos que participam de projetos”. 

Foto: Ricardo Oliveira

Para participar do projeto, o aluno deve, obrigatoriamente, estar matriculado na universidade e se inscrever no edital, não podendo ter outra fonte de renda, voltando seu tempo apenas para os estudos. 

“A UEA [Universidade Estadual do Amazonas] percebeu que para fazer o Amazonas crescer precisa de engenheiros. Fizemos o levantamento e percebemos que não temos engenheiros suficientes. Conversamos com a Samsung que tem a mesma visão, e sente falta de profissionais qualificados, assim, decidimos montar esse projeto onde a gente vai tentar formar mais engenheiros, formar os melhores. A gente prepara o aluno, capacitando ele e pagando uma bolsa”, afirma Jucimar. 

Durante as aulas do curso de controle e automação, os alunos têm acesso ao robô Now, tecnologia de ponta importada da França por meio da SoftBank Robotics Corp, aprimorando com a prática a programação. “Quando eu tive a oportunidade de trazer o Now para Manaus, a gente verificou a velocidade que o robô tem de incentivar, aprimorar, estimular todo o processo educacional de uma forma muito criativa. Quando os alunos começarem a estudar programação, que é uma área difícil, interagindo com o robô Now, viram que na prática não é tão difícil. Nós damos vida ao robô”, conta a professora do curso, Marlene Araújo. 

Foto: Ricardo Oliveira

Expansão

Entre as prioridades para 2022, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), uma delas é chegar em escolas públicas de ensino médio para oferecer cursos de robótica para atrair novos alunos. “Estamos trabalhando de braços dados com a Seduc que está montando um cronograma para otimizar essas viagens com a carreta, onde passaremos 15 dias em cada escola. Com todos esses recursos a gente espera convencer muitos alunos que a engenharia é uma profissão viável e que tem um futuro brilhante. Então vamos dar uma mostra do que aconteceria se ele viesse pra UEA, e no fim do curso receberia um certificado”, conta o coordenador geral da STEM.

Com uma nova dinâmica, o projeto dá oportunidades para os alunos destaques de permanência darem aulas para os alunos de ensino médio, com a supervisão de dos professores. Dois alunos foram selecionados para cumprirem demandas de mentorias, em uma carga horária de 4 horas, conciliando com a agenda de estudos da faculdade. Assim, “conseguem se ver” no futuro e podem se espelhar para tentar novas experiências. 

“Eu tenho que cumprir as demandas do projeto e participar das oficinas. Isso é ótimo porque são cursos que no mercado são caros, e aqui no projeto temos de graça. Recebemos o valor da bolsa, que é um grande incentivo também, é ótimo receber um salário para estudar”, fala Santiago Monteiro de apenas 20 anos, aluno do quinto período de engenharia da computação da UEA, e se destacou dentro do projeto. 

Foto: Ricardo Oliveira

Em um ano, Santiago foi promovido a mentor e está aproveitando todas as oportunidades para iniciar sua carreira. “Eu gostei muito dos cursos, começamos aprendendo sobre programação, eu já tinha visto uma parte na faculdade, só que o projeto abordou partes mais avançadas. Também temos desafios para realizar durante o curso, ou seja, não é só assistir à aula. A atividade prática faz toda a diferença”, afirma.