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23 de novembro de 2021
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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – Um protesto contra o racismo na tarde dessa sexta-feira, 27, em frente a uma loja do Carrefour, na Avenida Djalma Batista, no bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus, marcou a primeira semana da morte de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, um homem negro espancado e assassinado em uma unidade do supermercado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

A morte do soldador João Alberto foi causada por dois homens brancos, com imagens da agressão gravadas e compartilhadas nas redes sociais. O caso ganhou repercussão nacional e internacional, levando milhares de pessoas às ruas ao longo da semana com pedidos de Justiça.

Os dois suspeitos do assassinato, identificados como Braz Borges, de 30 anos, e o policial militar temporário Giovani Gaspar da Silva, de 24, que faziam a segurança do estabelecimento, foram presos em flagrante. A investigação trata o crime como homicídio qualificado.

Veja também: Manaus adere a protestos antirracistas contra assassinato de homem negro no Carrefour

O novo ato na capital amazonense contou com cerca de 50 pessoas, com a presença de membros de organizações e entidades ativistas, que levaram cartazes pedindo, também, o fim da violência física contra indígenas.

Os manifestantes também pediram o boicote ao Carrefour e subiram, ainda, em cima de um carro de som para discursar. “Vidas negras e indígenas importam!”, diz um dos cartazes.