Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
23 de novembro de 2021
Ainda não é assinante
Cenarium? Assine já!
ASSINE
image/svg+xml

Com informações do InfoGlobo

BRASÍLIA E SÃO PAULO — O PSDB anunciou a contratação da empresa RelataSoft, especialista em sistemas eleitorais, para conseguir concluir a votação das prévias que definem o candidato à Presidência pelo partido em 2022. A ideia é finalizar a votação até o final dessa semana. A eleição deveria ter sido encerrada no último domingo, mas, devido a uma falha no aplicativo, os filiados não conseguiram votar.

Com isso, o partido deixou de usar o software “Prévias PSDB”, desenvolvido por uma fundação ligada à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e que se inviabilizou após uma pane de mais de dez horas, sem que a maior parte dos 44.700 tucanos cadastrados na eleição interna pudessem votar.

Em nota, o partido disse que a Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs) não soube explicar o diagnóstico do bug e informou que além da RelataSoft, que será submetida a teste, ainda analisa outras alternativas para a votação. A sigla ainda alegou que foi “vítima” de um problema técnico no aplicativo, embora fragilidades tenham sido alertadas, diversas vezes, antes do pleito.

“Já há empresa que será submetida ao teste de estresse por todas as candidaturas. Mais alternativas estão em análise (…). O fundamental é garantir o voto dos filiados já cadastrados.  Os votos já registrados na urna e em aplicativo estão válidos e serão computados”.

Na manhã desta terça-feira, representantes das três equipes — o governador de São Paulo João Doria, o do Rio Grande do Sul Eduardo Leite e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgilio, que competem pela candidatura — reuniram-se com a empresa.

A firma desenvolveu um sistema, chamado D.Vota, que será testado a partir desta terça-feira pelas equipes. Se o teste for bem-sucedido, o software será utilizado para que os filiados que não votaram até agora possam participar das prévias.

Com a mudança de empresa, o partido avalia cancelar uma nova reunião nesta quarta-feira (24) com a Faurgs, que desenvolveu o aplicativo original das prévias. A credibilidade da fundação ficou arranhada, após o episódio.

O aplicativo da Faurgs já motivou outras polêmicas nas prévias. O fato de o software ter sido gestado em solo gaúcho, inclusive, já havia gerado atritos entre os grupos de Doria e Leite. Interlocutores ligados à direção do partido afirmam que embora os desenvolvedores do partido sejam gaúchos, como o governador Eduardo Leite, aqueles que testam sua eficácia e tentam encontrar falhas estão em São Paulo. Não por acaso, o partido contratou não só a Kryptos, que cuidava da segurança do sistema, como também uma consultoria ligada à Universidade de São Paulo (USP) e, mais recentemente, ainda outro consultor de Pernambuco.

O sistema da Relata Soft é um “plano B”, segundo integrantes do partido. A empresa é especializada em eleições virtuais. No site da firma, há notícias sobre votações no Sindicato dos Servidores da Justiça Federal e de uma cooperativa de crédito.