Queda de braço entre Centrão e militares por escolha de vice de Bolsonaro tem data para acabar

Com o Planalto em chamas, sobretudo após a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro e dos dois pastores propineiros amigos do presidente Jair Bolsonaro (PL), os bastidores do governo aguardam uma “queda de braço” entre os chefões do Centrão e a ala militar do governo. A briga é pela Vice-Presidência da República na chapa de Bolsonaro. Mas ao menos essa polêmica tem data para encerrar. A ex-ministra da Agricultura Teresa Cristina deu-se um prazo até 5 de julho para aguardar um convite formal do presidente Jair Bolsonaro para que seja a sua candidata a vice.

Futuro político

Integrantes da campanha dão conta de que, mesmo contrariando a sua família e com a possibilidade de ser eleita senadora pelo Mato Grosso do Sul, Teresa Cristina toparia aceitar o convite para ajudar Bolsonaro a se reeleger. Reservadamente, ao senador Flávio Bolsonaro, a Ciro Nogueira e Valdemar Costa Neto, Teresa Cristina diz que não pode esperar o prazo da convenção partidária, no início de agosto, para definir o seu futuro político. Também deixou claro que, se o convite não chegar até essa data, seguirá seu caminho rumo ao Senado. Ela reiterou que o presidente, apesar das declarações de que ela seria uma ótima vice, nunca a convidou formalmente.

Pato manco

Na política, existe a expressão “Pato manco”, que surgiu nos EUA e que é usado para definir o político que continua no cargo, mas por algum motivo perde a expectativa de poder. Internamente, esse é o sentimento de alguns setores da oposição em relação a Bolsonaro em seu projeto de reeleição. As recentes notícias de malfeitos no MEC, avaliam observadores, incendiaram uma de suas plataformas de campanha: a de que não havia corrupção em seu governo. Apesar do estrago, Bolsonaro precisa mesmo é torcer para que PF não avance sobre o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), controlado pelo Centrão, onde, estima-se, a roubalheira é da ordem de bilhões de reais.

Auxílio caminhoneiros

O plano de dar aos caminhoneiros um auxílio temporário de R$ 1 mil por mês para reduzir o impacto dos aumentos dos combustíveis é um dos exemplos que revelam o impulso de fazer tudo o que está ao alcance do governo para que a eleição tenha segundo turno. A PEC 16, relatada pelo senador Fernando Bezerra (MDB-PE), pode abrigar essa e outras bondades, como, por exemplo, aumentar a ajuda para as pessoas mais vulneráveis comprarem gás de cozinha e ressuscitar o auxílio-emergencial para dar renda aos que ficaram fora do Auxílio-Brasil. Tudo isso com o aval do ministro outrora ultraliberal, Paulo Guedes,

Denúncia na ONU

Mais uma denúncia em um foro internacional contra o presidente Jair Bolsonaro para a conta. Entidades de direitos humanos e grupos ligados ao movimento indígena vão à ONU cobrar do que o governo investigue com mais celeridade os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips. A peça foi apresentada nesta quarta-feira, 22, ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra. O propósito é pressionar as autoridades e que haja um aprofundamento do inquérito, que pode apontar o envolvimento do crime organizado nacional e até internacional.

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