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19 de novembro de 2021
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Da Revista Cenarium*

MANAUS – Por meio de um satélite da Agência Espacial Americana (Nasa) que orbita nas proximidades da Amazônia, é possível monitorar simultaneamente os focos de incêndio na região. Uma leitura realizada neste domingo, 16, mostra as áreas tomadas pelas chamas.

Estados brasileiros como Pará, Mato Grosso e Rondônia são observados cautelosamente devido ao número elevado de detecções ativas de focos de incêndios na bacia amazônica. Além disso, o satélite americano registrou também o maior número de queimadas ativas desde 2010.

Imagem extraída do monitoramento da NASA mostra o avanço dos focos de queimadas na região. (Reprodução/Nasa)

De acordo com chefe do Laboratório de Ciências da Nasa, Douglas Morton, o ano de 2020 está programado para ser um ano perigoso para incêndios na Amazônia.

“Nossa previsão de incêndio fornece uma indicação precoce do risco de queimadas para orientar os preparativos em toda a região”, afirma Morton. A observação foi feita em setembro, mais precisamente três meses antes do pico de queima nas regiões da floresta amazônica.

Inpe

De acordo com dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o número de queimadas no bioma amazônico no mês de junho, foi o mais observado desde 2007. O aumento foi de 19,6% em comparação com o mesmo mês no ano passado. O Instituto realiza medições desde 1986, após ter realizado um experimento em conjunto com pesquisadores da Nasa.

Incêndios na Amazônia são acompanhados por satélites. (Reprodução/Nasa)

Alertas

Cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, alertam sobre o aumento da temperatura na superfície do Oceano Atlântico que pode ocasionar o maior registro de incêndio na Amazônia e formação de furacões nos Estados Unidos.

De acordo com Morton, a pandemia global do Covid-19 pode aumentar as dificuldades logísticas em responder emergências de incêndio em regiões remotas da Amazônia e Pantanal. Sendo assim, comprometendo ainda mais a área afetada. “Você tem uma tempestade perfeita: seca, o recente aumento do desmatamento e novas dificuldades para o combate a incêndios”, afirma.

(*) Marcele Fernandes estagiária sob supervisão de Carolina Givoni