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17 de maio de 2021

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Com informações do O Globo

RIO DE JANEIRO – Em coletiva de imprensa da Organização Mundial da Saúde (OMS), nesta sexta-feira, 30, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga fez um apelo aos países que tenham doses extras de vacina contra a Covid-19 para que dividam com o Brasil, “para que possamos avançar com nossa ampla campanha” e evitar a “proliferação de novas linhagens e variantes do vírus”.

Ele também afirmou que, ao assumir o Ministério da Saúde, se comprometeu com a aceleração da vacinação contra a Covid-19 e buscou orientar a população brasileira sobre medidas não farmacológicas.

“Eu me comprometi com a aceleração da vacinação e busquei orientar a população brasileira, de maneira clara e objetiva, sobre as medidas não farmacológicas cientificamente comprovadas: uso de máscara, lavagem das mãos e respeito ao distanciamento social. Busquei conciliar a adoção de medidas sanitárias com a necessidade emprego e renda da população brasileira”, afirmou.

Em seu discurso, no entanto, Queiroga não falou sobre as 400 mil mortes pela doença no Brasil, marca atingida na quinta-feira, e que foi mencionada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O ministro também tratou da vacinação da população indígena no País. “Considerando a vulnerabilidade desses povos a doenças respiratórias, eles foram priorizados pelo governo federal na vacinação contra a Covid-19. Já foram distribuídas doses suficientes para todos os indígenas com mais de 18 anos em territórios indígenas”, destacou.

Queiroga disse ainda que o Ministério está “na iminência de assinar” um contrato com a Pfizer para aquisição de mais 100 milhões de doses de vacina, e afirmou acreditar ser possível imunizar a população brasileira até o fim de 2021. “Temos doses suficientes para o segundo semestre, e (assim) é possível garantir que até o fim de 2021 tenhamos a nossa população inteiramente vacinada”, salientou.

Até quinta-feira, o Brasil conseguiu aplicar a primeira dose de vacina contra a Covid-19 em 14,74% da população, e 7,15% receberam a segunda dose, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa. O ministro disse ter orgulho em se referir a “duas centenárias instituições de saúde pública brasileiras”: a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan, que produzem em território nacional a “totalidade das vacinas usadas hoje na imunização dos brasileiros contra a Covid-19”.

A CoronaVac, produzida pelo Butantan, já foi alvo de diversos ataques do presidente Jair Bolsonaro. O imunizante ficou no centro de uma disputa política entre Bolsonaro e governador de São Paulo, João Doria, responsável pelo acordo que trouxe a vacina para o Brasil.

Queiroga também citou discussões sobre a quebra de patentes de vacinas na Organização Mundial do Comércio (OMC). “Defendemos a imediata disponibilidade e o acesso a vacinas da Covid-19, de maneira justa e equitativa. Entendemos que a imunização deve ser considerada um bem público global”, destacou.