Rede de Saúde pública no AM opera com capacidade máxima, diz governo

Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – A falta de leitos disponíveis em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), em Manaus, obrigou pacientes infectados pela Covid-19 a passarem a noite dentro de ambulâncias, à espera de atendimento. A informação foi confirmada pelo coordenador geral do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Ruy Abraim, em entrevista à mídia local.

Em nota, o governo do Amazonas afirmou que a Secretaria de Saúde (Susam) possui 15 unidades de saúde de porta aberta, atendendo pacientes com síndrome respiratória, incluindo casos suspeitos da Covid-19 e, ainda, os hospitais de referência para internação Nilton Lins e Delphina Aziz, que atendem via sistema de regulação inter-hospitalar.

“Com o crescimento de casos, as unidades estão operando na capacidade máxima. Uma opção também é o hospital de campanha do município, que pode receber pacientes quando as unidade da rede estaduais estiverem com sua capacidade máxima. O governo do Amazonas está trabalhando junto ao Governo Federal para ampliar a capacidade de atendimento”, diz trecho da nota enviada pelo governo.

O soldador Francimar Oliveira, que está com sintomas gripais há 9 dias, explica que sua esposa Ingrid Silva, 42, internada no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, começou a sentir sintomas leves que foram, a todo instante, se agravando.

“Começou com uma febre, tosse, que foi se agravando e se agravando, cada vez mais. A tosse não era contínua, mas era frequente. Quando vinha, era com dor no corpo, como uma virose. […] Teve um dia em que ela chegou a cair. A tosse foi tão intensa que ela chegou a ter crise”, detalhou.

De acordo com marido, Ingrid precisou ser internada na manhã desta quinta-feira na unidade hospitalar, após ser transferida na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Morro da Liberdade, zona Sul.

“Ela estava cumprindo o isolamento (social), mas eu não lhe explicar se eu fui o causador disso, porque preciso trabalhar, eu estava trabalhando. Mas estou há 14 dias em casa, porque descobriram que eu estava gripado e pediram para que eu ficasse em casa”, disse.

Francimar disse que não sabe confirmar se está infectado pela pandemia, porque ainda não realizou o teste para a doença. “Ela não é uma doença qualquer. Facilitei um pouco ao não usar máscaras. Não sei se estou (com a doença). Não sei confirmar. Mas ela está aí, é um negócio sério. Tem que ter muito cuidado e repouso”, finalizou.

O funcionário público Alan Silva informou à reportagem que está com o sogro Valdeci Marques da Cruz, 67, internado no 28 de Agosto. Segundo ele, Valdeci foi a um SPA da cidade e após ser diagnosticado com sintomas febris, a equipe médica pediu para que ele retornasse para casa para ficar de repouso, em isolamento domiciliar.

“Achamos melhor trazê-lo para o hospital por causa da falta de ar que ele teve. Queriam enviar ele para o SPA da Alvorada, mas como ele é idoso e ele já chegou aqui (no hospital) com muita dificuldade, insistimos e eles (médicos) colocaram ele lá para dentro”, explicou.

Segundo Silva, o sogro está com crises de respiração e a situação dentro do hospital está caótica, principalmente, devido a falta de respiradores.

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