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19 de novembro de 2021
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Via Brasília – Da Revista Cenarium

Fatiar ou não fatiar?

A ordem expressa do gabinete do ministro Paulo Guedes é não melindrar o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Mas, nos corredores da equipe econômica ganha corpo o receio com a ideia do fatiamento da Reforma Tributária proposta por Lira. Para alguns interlocutores de Guedes, é possível que as muitas mudanças no processo de tramitação da reforma dificultem a aprovação de qualquer coisa de relevo ainda neste ano. Já há outros setores da Economia para quem fatiar a reforma poderá trazer menos resistências para alguns temas e, com isso, algum ganho no sistema tributário brasileiro ainda para 2021.

Eis a questão

Após uma segunda-feira de muitas reuniões com congressistas, o ministro Paulo Guedes decidiu esperar os presidentes de Senado e Câmara, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Arthur Lira, acertarem os próximos passos da Reforma Tributária. Guedes foi alertado por interlocutores de que o acordo inicial entre os dois presidentes, de iniciar a reforma pelo Senado, foi implodido. Com os refletores voltados à CPI da Pandemia no Senado, Lira entrou em disputa com Pacheco pelo protagonismo e para trazer para a Câmara as discussões iniciais da matéria. Como não é lá muito popular no Congresso, Guedes evita avançar no terreno das questões políticas. Em público, a equipe econômica afaga os dois presidentes e diz que o Congresso é soberano. Nos bastidores, há quem defenda que, ao não tomar nenhum dos lados, a Economia facilita a tramitação da reforma.