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25 de junho de 2021
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Com informações do O Globo

BRASÍLIA – O relator da CPI da Pandemia, Renan Calheiros, pediu na tarde desta quarta-feira a prisão do ex-secretário de Comunicação Social Fabio Wajngarte, que presta depoimento à comissão. Segundo Renan,  Wajngarte mentiu na sessão da comissão sobre a campanha publicitária do governo “O Brasil não pode parar” e se contradisse em relação à entrevista à revista Veja.

A decisão final de mandar prender será do presidente da CPI, senador Omar Aziz, que disse que, se depender dele, não irá fazer. “Está aqui uma postagem da Secom sobre a campanha “O Brasil não pode parar”. O senhor mais uma vez mente”, disse Calheiros, acrescentando: “Vou pedir a prisão de Vossa Senhoria”.

Mais cedo, a sessão precisou ser suspensa por cinco minutos após o relator da comissão chamar o ex-secretário de Comunicação Social Fabio Wajngarten de mentiroso. Calheiros questionava Wajngarten por sua declarações dadas à revista “Veja”. Ao continuar o depoimento, Calheiros disse que poderia pedir a prisão de Wajngarten. Ele afirmou que vai requerer os áudios da entrevista à Veja.

“Se mentiu à Veja e a esta comissão, vou requerer a forma da legislação procesusal a prisão do depoente”, disse Calheiros.

O senador governista Marcos Rogerio (DEM-RO) reclamou da ameaça de prisão e disse que ela só seria possível em flagrante. “Isso é abuso de autoridade”, reclamou Rogério.

Antes de suspender a sessão, Renan acusou o ex-secretário de mentir à CPI. “Vossa Excelência exagerou na mentira. Hoje, aqui no depoimento. Vossa senhoria citou uma fala da campanha com Otávio Mesquita como modelo de esclarecimento. Mas mentiu para a CPI, porque falava para o Brasil”, disse Calheiros, pouco antes de ser interrompido por outros senadores e a sessão ser suspensa.

Wajngarten tentou tangenciar as perguntas feitas sobre a entrevista, provocando a reação de Calheiros e do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM). Eles reclamaram que o ex-secretário estaria mentindo.

“Está tangenciando as perguntas. Depois a gente toma uma medida mais radical, e aí vão dizer que somos isso e aquilo. Por favor, não menospreze a nossa inteligência. Ninguém é imbecil aqui. O senhor está mentindo aqui para todos nós. Chamou Pazuello de incompetente?”, questionou Aziz.

“A revista não diz isso e eu não chamei. Basta ler a revista”, respondeu Wanjgarten. “O senhor está advertido”, disse Calheiros.

“Está confiando em que lá na frente? Tem consequências futuras. Processo não acaba amanhã. A gente se sente meio protegido quando tem o poder por trás da gente. Depois que não tem poder, ficar abandonado. Dou um conselho: seja objetivo e verdadeiro”, devolveu Aziz.