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23 de abril de 2021

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Carolina Givoni – Da Revista Cenarium

MANAUS — O professor da pós-graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-Rio), José Ribamar Bessa Freire, defendeu a atuação da REVISTA CENARIUM em matérias sobre a Lei Aldir Blanc, por meio de crônica publicada no site Taquiprati, neste domingo, 28.

No texto, intitulado “Tenório: o Memorial Indígena e o Pirarucu-de-Casaca”, Bessa tece críticas aos artistas locais que, ao serem confrontados quanto à prestação das contas de projetos financiados por verba pública, atacaram a CENARIUM com ironias e virulência, como o próprio autor menciona.

“Levantaram suspeitas como os furadores da fila da vacina ou as aplicadoras da vacina de vento. Não discutiram o mérito. Tal qual faz o capitão Jair com a mídia e com as “rachadinhas”, atacaram com virulência a repórter Paula Litaiff e Tenório Telles, que parece ter sido até agora o único gol de placa do prefeito David Almeida”, diz trecho da publicação. 

Prestação de contas

Bessa também faz menção sobre a exigência da prestação de contas da Constituição do Conselho Municipal de Política Cultural (Concultura), para que todos os projetos contemplados prestem contas sobre “a execução, o plano de gastos, os devidos comprovantes de despesa, recibos, notas e outros documentos”, comentou o escritor.

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“Mas é aqui que entram os pirarucus de casaca numa polêmica que ganhou espaço na mídia e nas redes sociais sobre a aplicação em Manaus da Lei Aldir Blanc, criada com objetivo de amparar artistas em situação vulnerável, devido ao estado de calamidade pública provocado pela pandemia do coronavírus”, comenta Bessa. 

Freire comparou os artistas da matéria como “pirarucus”, um dos maiores peixes de águas doces fluviais e lacustres do Brasil, para justificar a crítica aos critérios de seleção do gasto de R$ 20 milhões, sendo R$ 15 milhões de origem federal e R$ 6 milhões do município, concedidas em novembro do ano passado.

‘Me poupe’

O cronista escreveu ainda sobre a atitude de um dos citados na pauta. “Um deles teve a audácia de postar nas redes sociais como se tratasse de recursos privados: – ‘Prestar contas: eu hein, me poupe‘. Não, não devem ser poupados. A coluna vai acompanhar a cobrança e a transparência”, detalhou Bessa.

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“Voltaremos a abordar o tema em defesa da arte, da cultura, do patrimônio coletivo e da Lei Aldir Blanc contra os quais conspiram esses pirarucus encasacados, que não devem ser confundidos com os artistas que contribuem com seu trabalho para a sociedade”, ressalta Freire.

Ele encerra a crônica com uma citação de Ulysses Guimarães sobre o provérbio da mulher de César. “’Não basta ser honesto, é preciso parecer’. Parecer não no sentido de fingir, mas de exibir os comprovantes do bom uso dos recursos públicos”, finaliza.

Leia a crônica completa no Site Taquiprati