19 de setembro de 2020

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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – O estopim que determinou a retirada do Grupo Sony do Polo Industrial de Manaus (PIM), na Zona Franca (ZFM), foi motivado por três fatores estratégicos, segundo o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). Incertezas no cenário econômico, concorrência com outros fabricantes asiáticos e evolução tecnológica foram os motivos elencados pelo presidente da entidade industrial, Wilson Périco.

“Coreanos e chineses não são fáceis. Samsung e LG e outras chinesas produzem bastante também. A escala de produção dessas empresas faz com que os custos de produção sejam muito agressivos e isso dificulta a concorrência”, observa Périco.

Presidente do Cieam disse que a empresa foi motivada por uma crise no cenário. (Reprodução/Cieam)

O presidente do Cieam destacou ainda que a debandada da empresa se deu pela rapidez da evolução tecnológica do setor e a facilidade de empresas, ligadas a centros tecnológicos da Coreia e da China, para acompanhar a velocidade do mercado.

Veja também: ‘Lamentamos saída da empresa’, diz governador Wilson Lima sobre fábrica da Sony em Manaus

“Temos a todo instante a equipe econômica falando que quer baixar o imposto de importação e abrir o mercado. O que eles mais querem é sair da insegurança jurídica, da instabilidade política e passar a atender ao mercado brasileiro produzindo fora, gerando emprego fora”, pontuou.

De acordo com o empresário, a insistência da equipe econômica do Governo Federal em promover a redução dos impostos de importação de produtos também preocupa o setor.

“Nesse segmento e no polo de duas rodas, nós não temos indústrias nacionais. Nós temos grandes multinacionais instaladas no Brasil, gerando empregos para brasileiros”, diz o presidente.

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