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26 de janeiro de 2022
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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – Famílias ribeirinhas e indígenas do interior do Amazonas, em situação de vulnerabilidade social e econômica por conta da enchente e da crise causada pela pandemia da Covid-19, receberam na última semana doações de cestas básicas da Cáritas de Itacoatiara (a 270 quilômetros de Manaus). Ao todo, foram distribuídas 420 cestas básicas para as populações tradicionais que vivem às margens dos rios Arari e Urubu, nas proximidades do município.

Além de cestas básicas, a ação solidária da igreja católica distribuiu material de higiene e água mineral. Os alimentos e os demais utensílios foram arrecadados na campanha “Puxirum pela vida”, com o apoio da Conferência Episcopal Italiana, em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – Regional Norte 1, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Arquidiocese de Manaus.

Secretária da Cáritas, Joelma Rolim, ao lado dos indígenas (Divulgação/Cáritas de Itacoatiara)

Nas margens dos lagos do Maquará e Canaçari, no rio Urubu, região próxima ao município de Itacoatiara, a comunidade não indígena São Francisco – Santa Fé e as aldeias Livramento e Sauwin, da Etnia Mura, receberam as doações entre os dias 3 e 11 de julho, quando foram atendidas 170 famílias. Entre os dias 28 e 29 de junho, no rio Arari, foram contempladas também as comunidades Sagrado Coração de Maria, São João – Pé Grande, São Lázaro – Mucaua, São Paulo e São Tomé.

Nesta segunda-feira, 12, a secretária da Cáritas de Itacoatiara, Joelma Rolim, disse à CENARIUM que, diariamente, a igreja recebe pedidos de ajuda da população. Segundo ela, a maioria das pessoas que vão em busca de amparo porque perderam emprego, não conseguem dinheiro para sustentar a família ou são apenas beneficiários do bolsa família.

As doações beneficiaram famílias ribeirinhas e indígenas (Divulgação/Cáritas de Itacoatiara)

“Percebemos que a nossa população está sofrendo por causa da fome. Isso nos levou a ir ao encontro dessas famílias para levar um pouco de esperança. Sabemos que não é muita coisa, mas ajuda, por um momento, a matar a fome”, comentou Joelma.

A secretária também falou sobre a sensação de gratidão de poder participar da ação solidária e da importância que o ato tem para as comunidades. Joelma lembra, ainda, sobre a falta de amparo às famílias que pouco têm o que comer. “Chegar numa família e eles falarem: hoje não tomamos café! Dói muito!”, lembrou.

“Para mim e para a nossa instituição é gratificante poder ajudar nossos irmãos e irmãs que estão passando necessidade. Principalmente para os ribeirinhos, que precisam se deslocar para a cidade em busca de sustento para suas famílias, haja vista que com a enchente perderam o pouco que ainda restava e para chegar na cidade é um custo a mais”, concluiu.