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26 de janeiro de 2022
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Náferson Cruz – Revista Cenarium

MANAUS – Extensas áreas com o cultivo de pés de maconha identificado por agentes federais em comunidade rurais no rio Abacaxis, nos municípios de Novo Olinda do Norte e Maués, eram protegidas com armadilhas semelhantes às usadas em táticas de guerrilha.

Durante a operação de combate à exploração ilegal de madeira na região, realizada em 2019, foram encontradas no entorno das áreas, armadilhas engenhosas com fios ligados a armas de grosso calibre, rádios via satélite e até um computador com sistema de monitoramento por câmeras, com imagens das casas dos traficantes situadas no município.

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Os equipamentos instalados no entorno das extensas áreas serviam para proteger o local de invasores e até mesmo dos próprios comunitários. “Eles temiam que os pés de maconha fossem furtados pelos moradores, uma vez que, os campos de cultivos eram enormes”, disse um dos envolvidos na operação, que preferiu manter o nome em sigilo.

Após um ano da investida dos agentes federais, os conflitos na região do rio Abacaxis vieram à tona no final do mês de junho deste ano. A violência se instalou depois que um secretário do Governo do Estado, foi baleado enquanto pescava. Uma operação contra uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas foi montada pela Secretaria de Segurança do Estado do Amazonas (SSP-AM).

Relembre o caso

Na noite de três de agosto deste ano, um confronto de policiais militares com criminosos no Rio Abacaxis resultou na morte de dois PMs, o cabo Márcio Carlos de Souza e o sargento Manoel Wagner Silva Souza, além de ferir outros dois. No dia seguinte, a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM) uma nova operação na região.

Em resposta ao requerimento do Ministério Público Federal (MPF) e de outras instituições, a Força Nacional enviou 30 agentes, para a região do rio Abacaxis, com o objetivo de reforçar a segurança no local e garantir que a Polícia Federal investigasse as violações cometidas contra os povos indígenas e comunidades tradicionais que habitam a área. Os agentes da Força Nacional permaneceram no local por 60 dias.