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4 de dezembro de 2021
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Victória Sales – Da Cenarium

MANAUS – Roraima entrou em estado crítico quando se trata da taxa de ocupação de leitos da Covid-19, alcançando um percentual de 82%, de acordo com o Boletim de Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicado nessa quarta-feira, 8. Segundo o documento, o Estado está com poucos leitos disponíveis para a doença.

De acordo com o infectologista Nelson Barbosa, esse número é resultado de uma série de fatores. “A gente precisa analisar a questão da vacinação no Estado, além de ver a quantidade da população que tomou a primeira e a segunda dose da vacina contra Covid-19, que vem sendo a maior arma para combater o vírus”, destacou.

Nelson relatou ainda que a cobertura com a segunda dose está baixa. “Isso acarreta ainda mais o aumento de ocupação desses leitos, pois a vacina não faz com que você não pegue, ela só não vai fazer com que a pessoa tenha sintomas graves, por isso é importante completar o ciclo vacinal, para, assim, garantir a imunização”, explicou.

O infectologista alertou ainda para o avanço da variante Delta. “Além da cobertura vacinal ainda tem a questão do avanço da variante Delta que vem tendo um aumento muito grande e deixando os especialistas cada vez mais em alerta”, alertou.

Leitos de Covid-19 ocupados (Divulgação)

Percentual

O boletim aponta ainda que nos outros Estados do País, já é possível ver uma melhora na ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com mais de 90% do Estados e 85% das capitais já estão fora de alerta. O Rio de Janeiro, que também estava em estado crítico na taxa de ocupação de leitos, teve uma queda de 72% para 66%, o que deixou o local em alerta intermediário.

“A redução simultânea e proporcional desses indicadores demonstra que a campanha de vacinação está atingindo o objetivo de proteger a população do impacto da doença. No entanto, o ainda alto índice de positividade dos testes e a elevada taxa de letalidade da doença (atualmente em 3%) revela que a transmissão do vírus é intensa e diversos casos assintomáticos ou não confirmados podem estar ocorrendo, sem registro nos sistemas de informação”, afirmam pesquisadores do Observatório.

Eles afirmam ainda que há uma necessidade de interrupção da cadeia de transmissão do vírus, mas que só pode ser alcançado com o avanço da vacinação, que amplia a cobertura vacinal até os adolescentes de 12 a 17 ano, e a dose de reforço para idosos, portadores de doenças crônicas e imunossuprimidos.

Vacinação

Entre a vacinação que acontece em Roraima, mais 366 mil doses foram aplicadas no Estado, com 274.328 pessoas que tomaram a primeira dose, mais de 82 mil completaram o ciclo vacinal e mais de 9 mil se imunizaram com dose única. Em comparação da população vacinável com a população que tomou a primeira dose da vacina, o percentual é de 55% e a comparação do total da população com quem completou o ciclo vacinal o percentual é de apenas 12%.