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17 de abril de 2021

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Desde a criação das redes sociais, as pessoas passaram a se expor, mostrar sua vida e muitas vezes, até mesmo, a intimidade de sua família.

Qual o problema disso? NENHUM.

Cada um faz e mostra o que quiser de SUA PRÓPRIA vida.

O limite é exatamente este. O que ultrapassa a SUA VIDA é excedente.

Quando um casamento está terminando, é normal as partes ficarem emocionalmente abaladas.

Mas o que temos visto é que este abalo tem feito com que as pessoas exponham questões íntimas que atingem diretamente o ex-parceiro, o que está ensejando não só o agravamento do litígio em si, como está criando um outro litígio, em relação à exposição do ex-parceiro publicamente.

Não pensem que estas questões ocorrem só entre famosos não. Têm sido muito comuns.

Penso que há pessoas que já expõe tanto da própria vida, acabam confundindo o que deve ou não publicar em redes sociais.

Para que fique claro: se a pessoa quer colocar uma foto chorando e dizer que está tendo problemas pessoais e que está triste, frustrada etc. etc. tudo bem.

Isso é bem diferente de fazer stories falando mal do ex-parceiro, dirigindo ofensas e acusações a ele.

Entendem?

Este comportamento, além de agravar a situação de stress até então existente, pode gerar outro litígio. E, infelizmente, estes já estão chegando ao Judiciário.

Em momentos difíceis como este, tentem se rodear de pessoas da família ou amigos sinceros e evitem este tipo de exposição.

Pensem, trata-se de um momento tenso e que as coisas podem mudar. Imagina se meses depois vocês se reconciliam, que situação chata fica?

Você acaba se vendo obrigado a dar satisfações aos seus seguidores do porquê da volta. Enfim, quando estamos fragilizados, o ideal é nos cercarmos de pessoas que nos ajudam a  pensar e agir para que não saíamos metendo os pés pelas mãos e aumentando o tamanho do problema.

(*) Flávia Oleare é advogada civilista, especialista em direito de família e sucessões. É membro da Comissão de Direito de Família e Sucessóes e da Comissão de Idosos da OAB. Sócia do escritório Oleare e Torezani Advocacia e Consultoria.

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