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29 de janeiro de 2022
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Com informações do Infoglobo

SÃO PAULO — A Secretaria de Estado de São Paulo confirmou o terceiro caso da variante Ômicron em um paciente no Brasil. Trata-se de um jovem de 29 anos que desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos no último sábado, seu ponto de partida foi a Etiópia.

A amostra do paciente foi sequenciada pelo Instituto Adolfo Lutz, ligado ao governo do Estado. O rapaz foi testado ao desembarcar no Brasil, mas no momento da coleta não apresentava sintomas.

A pasta da Saúde aponta que ele está em isolamento domiciliar desde o último sábado e segue assintomático. O jovem é imunizado com duas doses do imunizante da Pfizer. A vigilância do caso é comandada pela prefeitura de Guarulhos, onde ele reside.

Outros casos

Os dois primeiros casos da variante Ômicron no Brasil foram confirmados pelo Lutz na tarde de ontem. A instituição validou o sequenciamento genético realizado pelo laboratório do Hospital Albert Einstein. Os casos iniciais são de um homem de 41 anos e uma mulher de 37, provenientes da África do Sul. Eles desembarcaram no Brasil no dia 23 e fizeram exame antes de embarcar novamente no dia 25.

Ambos tiveram resultado positivos em exames de PCR coletados no laboratório Einstein instalado no Aeroporto Internacional de Guarulhos antes de viagem à África do Sul. A vigilância municipal informou que o casal foi vacinado com o imunizante da Janssen, na África do Sul — inicialmente, havia a informação de que os pacientes não estavam imunizados, o que é uma informação incorreta.

Análise em laboratório

O sequenciamento genômico é uma análise laboratorial que leva em conta diversas etapas químicas e de bioinformática — o uso da ciência da computação para decodificar dados de pesquisas biológicas — para identificar variações de organismos vivos, como o novo coronavírus. Essa classificação se dá por forma de letras, que representam substâncias bioquímicas.

“A grande questão que temos agora é para onde vai a pandemia, e isso pode ser resumido aos avanços do vírus (o que pode ser determinado pelo sequenciamento)“, diz José Eduardo Levi, virologista do grupo Dasa, que conta com um projeto próprio de vigilância genômica. “Há dois aspectos importantes para avaliar: a capacidade de resistência às vacinas e as mudanças que ocorrem necessariamente com as mutações. Como isso ocorre muito rapidamente, nós só anteciparemos ou andaremos junto às modificações fazendo o sequenciamento”, completa.