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26 de janeiro de 2022
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Paulo Bahia – Da Revista Cenarium

MANAUS – Metade dos homens não procuram médico regularmente e acabam morrendo mais cedo que as mulheres devido à falta de atendimento na atenção básica de saúde. A afirmação é do médico urologista Giuseppe Figliuolo que é convidado do ‘Cenarium Entrevista’ desta quinta-feira, 17, onde a saúde do homem será o tema do programa.

Comandado pela jornalista Andréa Vieira, o programa vai ao ar às 21h, nas redes sociais (Facebook, YouTube e Instagram) e no site da Revista Cenarium. O profissional ressalta que os homens acabam morrendo mais cedo que as mulheres em razão do não acompanhamento médico.

“Saúde do homem é um assunto superimportante e é preciso trabalhar muito sobre esse tema. Os homens têm mais problemas de câncer, sobretudo, o câncer de próstata, que tem uma incidência muito alta na população masculina. Em comparação com as mulheres, eles morrem mais de problemas cardíacos, Acidente Vascular Cerebral (AVC), tudo isso por falta de cuidados primários, por falta de procurar o médico para se tratar”, disse Giuseppe.

O especialista afirma que a sociedade patriarcal contribui para que o homem não realize exames de rotina ou tenha acompanhamento médico regular. “Isso é uma questão cultural. A gente percebe que a sociedade patriarcal, onde o homem era o sujeito forte, onde o homem que tinha que sustentar a casa, isso tem um problema. Ele se acha fragilizado quando ele fica doente, quando procura o médico ou quando tem que faltar ao trabalho, mas isso só acaba sendo pior para ele”, acrescenta.

Segundo o profissional, por causa do não acompanhamento médico, o homem acaba, em muitos casos, buscando atendimento de saúde em casos gravados, “É melhor tratar da forma inicial e ter os cuidados preventivos para você se recuperar e poder ter vida plena. Infelizmente, em muitos casos, ele acaba agravando e ficando internado”, completou.

Pandemia

Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia, divulgada pela Agência Brasil, aponta que 55% dos homens acima de 40 anos deixaram de ir ao médico em razão da pandemia do novo coronavírus. De acordo com o urologista, esse fato preocupa porque muitas doenças ficaram negligenciadas e não foram tratadas de forma adequada e acabaram evoluindo.

“Paciente que tinha um problema na próstata, que estava em uma fase boa ainda para fazer uma cirurgia curativa e não foi procurar atendimento na época, a doença acabou evoluindo onde o indivíduo já chega com sonda, sangrando, em uma fase mais avançada da doença e, em que muitas das vezes, a cirurgia não é mais curativa”, finalizou.