‘Se liberarmos, vamos ajudar a furar o isolamento’, diz prefeito de Manaus sobre salões e academias

Carolina Givone – Da Revista Cenarium

MANAUS – Durante uma reunião com o governo estadual e representantes de diversos segmentos de classe e sociais, nesta terça-feira, 12, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, afirmou ser contrário ao decreto do governo federal que incluiu atividades de salões de beleza, barbearias e academias de esportes na lista de serviços essenciais.

“Sinceramente, salões, barbearias e academias não são atividades essenciais. Não considero oportuno abrirmos agora, nem igrejas. Se fizermos isso, ajudaria a furar o isolamento social, que deve ser aumentado para além dos 40% atuais”, disse o prefeito.

O chefe do executivo municipal voltou a pedir cautela na hora de avaliar reabertura de comércios ou mesmo de um possível lockdown, ou seja, uma medida mais radical de isolamento nesse período de pandemia pelo novo coronavírus, que vem registrando a cada dia mais casos de Covid-19 na capital e no Estado.

Arthur também pediu apoio da Polícia Militar na atuação de fiscais que estão verificando a abertura de comércios não essenciais e o uso de máscaras em estabelecimentos, item que passou a ser obrigatório em Manaus no início desta semana. “Vamos precisar da ajuda para fazermos, se necessário, cassações de alvarás, por exemplo”, declarou, ressaltando que a medida seria mais para a segurança do fiscal, sem qualquer tipo de repressão às pessoas.

Participaram ainda da reunião, além do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, e do governador do Amazonas, Wilson Lima, secretários municipais e estaduais, representantes da Justiça, prefeituras de cidades do interior e de entidades comerciais, que concordaram em ter cautela, como ponderou o prefeito, na hora de avaliar reabertura de comércios e serviços não essenciais.

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