Secretário de Saúde do AM presta depoimento na sede da Polícia Federal

Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – O secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, presta depoimento na tarde desta quarta-feira, 2, na sede da Polícia Federal, na avenida Domingos Jorge Velho, no bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste de Manaus. Campêlo foi abordado pela PF, quando chegava em Manaus, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, ao sair de um avião, quando foi levado para ser ouvido pelos policiais.

O secretário é um dos alvos da quarta fase da Operação Sangria, deflagrada pela PF nesta quarta-feira, 2, que investiga irregularidades no aluguel do Hospital Nilton Lins, usado como hospital de campanha para combater a Covid-19, em Manaus. Crimes como organização criminosa, fraude à licitação e desvio de recursos públicos também são investigados.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que funcionários do alto escalão da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas realizaram contratação fraudulenta, para favorecer grupo de empresários locais, sob orientação da cúpula do Governo do Estado. Além do secretário, o governador Wilson Lima (PSC), o empresário Nilton Costa Lins Júnior, e deputados estaduais também são alvos da operação. São 19 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária cumpridos em Manaus (AM) e em Porto Alegre (RS).

A polícia fez buscas na Secretaria de Saúde e na casa do secretário estadual de Saúde, Marcellus Campêlo, mas ele não estava em casa, pois fazia uma viagem no momento da operação. Ainda nesta quarta, ele chegou em Manaus e foi preso no aeroporto.

A ação foi autorizada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Falcão, e solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Hospital de Campanha

O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Leandro Almada, disse nesta quarta-feira que o aluguel locação do hospital Nilton Lina, localizado no bairro Parque das Laranjeiras, zona Norte de Manaus, obtinha uma dispensa de licitação fraudulenta.

Em entrevista coletiva, Almada informou que cerca de quatro contratos de prestação de serviços firmados para o hospital de campanha Nilton Lins são alvos do desdobramento. Os valores dos contratos chegam a R$ 23 milhões, segundo ele. Conforme o delegado regional de combate a crimes organizados, Henrique Albergaria, os outros três contratos estão sob análise.

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