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26 de janeiro de 2022
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Com informações do O Globo

BRASÍLIA – Sem citar a CPI da Covid, a Polícia Federal (PF) defendeu a investigação que está fazendo sobre a compra da vacina Covaxin, a mais cara negociada pelo Ministério da Saúde. Mais cedo, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse achar estranho a coincidência de algumas datas entre a investigação da CPI e da Polícia Federal. Ele deixou no ar a possibilidade de que isso tenha ocorrido para atrapalhar a CPI.

Na nota, a PF disse que “a investigação atende às disposições constitucionais e legais” e que “a produção de provas, sobretudo a oitiva de pessoas que possam contribuir para a elucidação dos fatos, não está atrelada a outras investigações em andamento sobre o caso”. Informou ainda que “possui métodos e estratégias próprios de investigação, devidamente supervisionados pelo Poder Judiciário e reconhecidos nacional e internacionalmente” e que “trabalha de forma isenta e imparcial, em busca da verdade real dos fatos, sem perseguições ou proteções de qualquer natureza”.

Nesta terça-feira, compareceu na sessão da CPI Emanuela Medrades, diretora técnica da empresa Precisa, representante no Brasil do laboratório indiano Bharat Biotech, que desenvolveu a Covaxin. Ela permaneceu em silêncio, mas informou ter prestado depoimento à PF. Os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) já apresentaram requerimentos pedindo o compartilhamento desse depoimento com a CPI.

“A nossa depoente de hoje, para vocês terem uma ideia, foi ontem ouvida pela Polícia Federal. Foi ouvida lá ontem! Inexplicavelmente, o senhor [Francisco] Maximiano [dono da Precisa] se torna investigado um dia antes de vir depor e, inexplicavelmente, a nossa depoente de hoje também é ouvida um dia antes de vir depor”, disse Omar, acrescentando:

“Não quero eu aqui fazer qualquer tipo de pensamento de que há um movimento. Longe de mim falar isso da Polícia Federal, mas é estranho e, pra mim e como pra muitos outros aqui, como jabuti não sobe em árvore, nós não podemos entender como é que são feitas essas coisas”, disse.

A diferença entre a condição de investigado e testemunha é importante porque o primeiro pode ficar em silêncio na CPI, enquanto o segundo é obrigado a falar, correndo o risco de ser preso se mentir.