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16 de novembro de 2021
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Via Brasília – Da Cenarium

Guedes contraditório

Mais perdido do que cachorro que caiu do caminhão de mudança – que não sabe de onde veio nem para onde vai – o ministro da Economia, Paulo Guedes, se prevaleceu do apoio emprestado pelo presidente Jair Bolsonaro para contra-atacar quem vinha lhe fritando. Sobrou até para o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Além de procurar dividir a fatura com o mundo político, Guedes procurou se livrar do desgaste de uma inflação de dois dígitos. Disse que se todos os preços sobem, é preciso olhar para o Banco Central. “O BC não pode ficar atrás da curva. Tem de olhar para a inflação. Tem de correr”, sugeriu.

“Bíblia” rasgada

Guedes tem se esforçado para mostrar que continua prestigiado pelo presidente Jair Bolsonaro. Desgastado com a ala política do governo, culpou seus algozes pelas pressões por mais gastos ao justificar que R$ 33 bilhões a mais nas despesas fora do teto são para ajudar os mais necessitados e os caminhoneiros. Na verdade, rasgou sua “bíblia” ultraliberal no esforço populista para reeleger o chefe.

Rombos no teto

Superada a crise da saída dos secretários do Ministério da Economia que defendiam o teto – ao todo, 16 já deixaram a pasta – o governo terá de lidar com as emendas do relator – uma bolada de R$ 11 bilhões – e dos parlamentares para aprovar a Lei Orçamentária do ano que vem. Isso sem contar com o Auxílio Brasil de R$ 400 por mês para 17 milhões de famílias. Quanto mais próximo das eleições, mas o teto ganhará furos, “na verdade, rombos”, avalia um analista do cenário político

Culpa terceirizada

No melhor estilo “Jair Bolsonaro”, Guedes terceirizou a culpa da sua “licença para gastar”, taxando os técnicos que saíram como “intransigentes”, por não aceitar a ordem do presidente de garantir a turbinada do novo Bolsa Família. Guedes confirmou que o chefe da Assessoria de Relações Institucionais, Esteves Colnago, vai substituir Bruno Funchal na Secretaria Especial de Tesouro e Orçamento. Ainda não há um nome para a Secretaria do Tesouro Nacional, vaga com a saída de Jéferson Bittencourt.

Caminhoneiros no Planalto

Lideranças de caminhoneiros têm reunião na próxima quinta-feira (28/10) com a Segov, Casa Civil e Ministério da Infraestrutura para discutir a alta dos preços dos combustíveis. Oficialmente negada, a reunião, como apurou a coluna Via Brasília, está confirmada. Inicialmente, a categoria não seria ouvida, pois o governo entendia que a greve anunciada para novembro não teria força. Mas, com o anúncio do Bolsa-Caminhoneiro e o risco das paralisações, acharam melhor chamar a categoria para conversa.

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