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1 de dezembro de 2021
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Com informações do Infoglobo

BRASÍLIA – O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apresentou à CPI da Covid nessa sexta-feira, 3, um requerimento para convocar a ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle, para depor na comissão. O pedido veio após o GLOBO revelar mensagens de texto em posse da comissão parlamentar em que a mãe de Jair Renan, o “04”, acionou o Palácio do Planalto para influenciar em nomeações de órgãos públicos, a pedido do lobista Marconny Albernaz de Faria.

“Ana Cristina é peça muito importante na investigação. Os próprios contatos com Marconny mostram que ela tinha disposição de fazer articulação entre lobistas e autoridades, inclusive com o próprio presidente da República. Temos que aprofundar para buscar saber se teve impacto na compra de vacinas e de remédios para o enfrentamento à pandemia, além de outras questões”, disse Alessandro Vieira, lembrando, também o caso em que Ana Cristina e Marconny atuaram para emplacar o diretor de um instituto ligado ao Ministério da Saúde, como O GLOBO revelou.

De acordo o material analisado pela CPI da Covid, Marconny pediu ajuda a Ana Cristina para influenciar na escolha do Defensor Público da União (DPU), em 2020. A ex-mulher do presidente, segundo mensagens, teria entrado em contato com Jorge Oliveira, então ministro da Secretaria-Geral e atual membro do Tribunal de Contas da União (TCU).

O pedido está em análise pelos membros da comissão: “Soube agora do requerimento. Ainda vou analisar”, afirmou o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM).

“Alessandro Vieira tomou a iniciativa por ver razões para considerar que Ana Cristina Valle faz parte do escopo da CPI da Covid. Quero conversar com o senador para entender melhor. A princípio não tenho posicionamento sobre essa convocação”, declarou o senador Humberto Costa (PT-PE).

“Apoio o requerimento de convocação de Ana Cristina feito pelo senador Alessandro Vieira e defendo que seja votado pela CPI tão logo seja possível”, afirmou o vice-presidente do colegiado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), ao GLOBO.

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