Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
23 de janeiro de 2022
Ainda não é assinante
Cenarium? Assine já!
ASSINE

Com informações do O Globo

BRASÍLIA – Servidores e ex-servidores do Ministério da Saúde ouvidos na ação de improbidade administrativa no qual o deputado e ex-ministro da Saúde Ricardo Barros é réu relataram que receberam pressões de integrantes de alto escalão da pasta e e-mails do dirigente da empresa Global para antecipar pagamento de R$ 19,9 milhões num contrato para aquisição de medicamentos para doença rara, que nunca foram entregues.

Um dos depoentes chegou a dizer que um servidor de confiança que o pressionou citou o nome de Barros, também como interessado no pagamento à empresa. Barros foi ministro durante o governo do ex-presidente Michel Temer, entre 2016 e 2018, e hoje é líder do governo do presidente Jair Bolsonaro na Câmara.

A Global tem como sócio Francisco Maximiano, que também é dono da Precisa, empresa que agora é alvo da CPI da Pandemia pelas suspeitas de irregularidade na importação da vacina Covaxin.

O servidor Victor Paiva Lahud, que era o chefe da Coordenação de Execução Orçamentária e Financeira quando Barros era ministro, contou ao Ministério Público Federal (MPF) que recebeu e-mails de Maximiano. Ele relatou no depoimento que informou a Maximiano que para fazer o pagamento antecipado alguns requisitos precisavam ter sido cumpridos, o que não ocorreu.

Barros respondeu ao GLOBO que não teve conhecimento dessa abordagem ao servidor e que também não conhecia nem conhece Maximiano. Nem teria amizade com o empresário.

Na sessão de sexta-feira na CPI da Pandemia, o servidor do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Miranda, que alega ter sido pressionado para liberar a importação da Covaxin, disse que também foi procurado por Maximiano.

Ele mostrou mensagens na qual avaliou ter havido pressão fora do normal para assegurar autorização da importação. Em uma delas, o coronel Marcelo Bento Pires, que trabalhava na Secretaria-Executiva da Saúde, chegou a compartilhar contato do sócio da Precisa.

No texto, disse que o representante da empresa conversou com o secretário-executivo Elcio Franco naquela mesma sexta-feira (19 de março) para “agilizar” a liberação ainda naquela semana. Pires queria que Luis Ricardo conversasse com Francisco Maximiano, sócio da Precisa.

“No outro dia, sábado pela manhã, me ligou. Maximiano. Não sei quem passou meu contato para ele”, disse Luis Ricardo, acrescentando em seguida acreditar que foi Pires quem repassou o contato.

Veja a matéria completa no site