27 de janeiro de 2021

Com informações do O Globo

MANAUS – A demanda por turismo apresentou recuperação nos últimos meses, mas as empresas do setor ainda operam com prejuízo. Redes hoteleiras e operadoras de turismo, que em 2020 demitiram mais de 20% de seus quadros, preveem novas demissões em massa, caso o governo não reveja o encerramento das medidas para conter o impacto da pandemia de Covid-19.

Oito entidades vão tentar pressionar o governo federal para definir medidas de alívio para o turismo, como aumento do prazo para reembolso de viagens canceladas e extensão das regras para redução de jornada e salários e suspensão temporária de contratos de trabalho.

Participam desse esforço a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih); Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil (Adibra); Brazilian Luxury Travel Association (BLTA); Fohb; Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA); Resorts Brasil; Unedestinos e Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat).

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que a pandemia causou ao setor de turismo prejuízo de R$ 245,5 bilhões até novembro de 2020, com queda de 39,1% no faturamento real. O setor, que emprega 2,9 milhões de pessoas, eliminou 569,4 mil vagas até outubro. Isso equivale a uma redução de 12,9% da força de trabalho. Hotéis, pousadas e similares cortaram 72,1 mil postos de trabalho (21% do total) e agências de viagens demitiram 19,1 mil, ou 28% do total.

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