6 de março de 2021

Com informações da CBN

MANAUS – O deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Bolsonaro na Câmara, criticou nesta terça-feira, 2, a prisão após condenação em segunda instância. Em entrevista à Rádio CBN, Barros, que é ex-ministro da Saúde do governo Michel Temer, disse que a medida foi criada com a finalidade específica de retirar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da eleição presidencial de 2018.

“Nunca teve prisão em segunda instância no Brasil. Só teve para prender o Lula e tirá-lo da eleição. Foi um casuísmo”, disse Ricardo Barros. A prisão após condenação em segunda instância foi fortemente defendida pelo ex-juiz Sérgio Moro e pelos procuradores da Lava Jato.

Na segunda-feira, 1, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou públicas mensagens trocadas entre o juiz Sergio Moro, Deltan Dallagnol e outros procuradores da Lava Jato. Parte dos diálogos já são de conhecimento público desde que o portal The Intercept Brasil divulgou, em 2019, os grampos em uma série de reportagem intitulada de ‘Vaza Jato’.

Esquema articulado

Os diálogos são resultado da ‘Operação Spoofing’ que apreendeu farto material obtido por hackers. A invasão aos celulares de várias autoridades da república revelou possível esquema articulado pelo juiz Sergio Moro e os procuradores, para condenar e prender o ex-presidente Lula. As decisões do juiz tiraram Lula da corrida presidencial em 2018 e agora estão em julgamento pelo STF, sob alegação de suspeição.

Para o líder do governo Bolsonaro, a Lava Jato foi uma “quadrilha”. “Não vamos permitir que as conversas do Intercept da Lava Jato, que foram autenticadas pelo ministro Lewandowski, desapareçam. São crimes cometidos pela quadrilha da Lava Jato”, afirmou Ricardo Barros.