Sobe para 1.554 número de infectados por Covid-19 no AM

Nícolas Marreco – da Cenarium

MANAUS – De ontem para esta quarta-feira, 15, novos 70 casos de Covid-19 foram registrados no Amazonas e mais 16 mortes pela doença. Ao todo, são 1.554 pessoas infectadas com o coronavírus e 106 mortes em todo o estado, elevando também em 24h a taxa de letalidade. Atualmente, está em 6,8%, conforme a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS).

Do total de infectados, 1.350 estão em Manaus, sendo 86% dos casos, e 204 divididos em 18 municípios do interior do estado. Manacapuru, nesse sentido, é a com mais casos somando 111 contaminados e seis óbitos. Dos que continuam em isolamento domiciliar, com sintomas leves da doença, são 1.114 portadores, perfazendo 71% do total. Número de internados chega a 579.

Também nesta quarta, o primeiro parlamentar federal do Amazonas divulgou que testou positivo para o coronavírus. O deputado Silas Câmara (Republicanos), em nota, informou que está “seguindo as orientações médicas” e que ficará recolhido em casa. Câmara é presidente da Frente Parlamentar Evangélica e da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.

Ajuda médica

Para somar o contingente de profissionais em meio à crise do sistema de saúde do estado, a secretária de estado de Saúde, Simone Papaiz, divulgou que uma parceria com o hospital Sírio Libanês trouxe um quadro de pessoal especializado para as unidades de saúde, sem mostrar um número específico.

Já os enfermeiros, médicos e farmacêuticos da Universidade Estadual do Amazonas que irão antecipar a graduação serão treinados pela própria instituição, segundo ela. “Hoje de manhã tive uma videoconferência com o reitor da universidade, que disse que a própria UEA tem um centro de treinamento que está capacitando esses profissionais”, explicou.

Falta de insumos de proteção

No racionamento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), Simone explicou que pelo desnível de preço no mercado pela pandemia, os fornecedores, com a ata de venda já ajustada anteriormente pelo estado, estão interrompendo o fornecimento dos materiais. “Isso porque um item que era vendido a R$ 2 antes está sendo vendido hoje por R$ 20, por exemplo”, destacou.

Nesta crise nacional, o estado preparou kits técnicos de EPIs para cada atuante nos serviços essenciais. Para o atendimento dos pacientes graves de Covid-19, ela ressaltou que os HPS 28 de Agosto, João Lúcio, Platão Araújo e Delphina Aziz, referência no recebimento desses pacientes, são os que carecem mais desses insumos.

Sobre os leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), ainda segundo ela, até às 8h desta quarta haviam três vagas somente no Delphina. Mais 20 leitos de UTIs estão sendo providenciados, ela disse, com os 20 respiradores chegados via Ministério da Saúde.Um dos meios de escoar a superlotação dos pacientes nos leitos é fazer a triagem e encaminhar à chamada sala rosa, um ambiente com leitos clínicos para pacientes conforme a classificação de risco.

Cloroquina e drogas contra o Covid-19

O médico infectologista Marcus Lacerda, da Fundação de Medicina Tropical, ressaltou o uso correto, conforme resultados obtidos em pesquisas médicas, de drogas como cloroquina, tamiflu e azimotricina. Desde o início da pandemia, elas foram algumas que ficaram em evidência pela possibilidade de ajudar no tratamento e prevenção da Covid-19.

“Manaus foi um dos primeiros lugares do mundo a pesquisar sobre a cloroquina. Auxiliamos o Ministério da Saúde no guia para uso da cloroquina em casos graves. Vimos que na China, no início da pandemia, eles usaram doses mais altas para matar quantidades maiores do vírus no organismo, porém constatamos que esse uso não é seguro ao paciente”, orientou. Embora haja usos no mundo com cloroquina em pacientes de Covid-19, não há fatos comprovados que confirmem o uso profilático dela contra a doença, ele enfatizou.

Quando o quadro da doença no paciente é sistêmico, ele explica, é comum haver infecções generalizadas, o que fragiliza o batimento cardíaco. Doses altas, nesse sentido, prejudicam ainda mais o estado do internado. “Tínhamos da dúvida da eficácia desses medicamentos contra a Covid-19. Os eletrocardiogramas diários dos pacientes com essas drogas atestaram que a dose maior não era segura”, afirmou.

Atualmente, é recomendado no Brasil, pelo MS, uma dose baixa, de duas doses de cloroquina num dia e uma dose em quadro dias subsequentes, ministrado por um médico. Sobre o tamiflu, Lacerda esclareceu também que ele é apenas eficaz nos casos positivos do vírus Influenza, após 48h de contágio. “Estamos estudando outros anti-inflamatórios, mais potentes, que acreditamos que farão maior diferença nos internados”, concluiu.

Números do coronavírus

Em Itacoatiara, são 15 casos e em Iranduba, são 14 casos e um óbito. Parintins tem 11 casos, e três óbitos, e Santo Antônio do Içá, dez casos. São Paulo de Olivença e Tonantins, nove casos, Presidente Figueiredo, seis casos, Tabatinga e Anori, três casos. Careiro Castanho, dois casos e um óbito. O mesmo cenário em Novo Airão e Tefé também. Careiro da Várzea e Lábrea, ambos dois casos. Boca do Acre e Anamã, um caso, e Manicoré um caso e um óbito.

Ao todo, 194 pacientes, que já receberam alta, estão fora do período de transmissão. Dos internados, 140 estão confirmados com Covid-19, divididos em 70 em leitos clínicos e 70 em UTIs. Suspeitos, são 439 pacientes, em 334 internados em leitos clínicos e 105 em UTIs. Ao todo, 175 estão com quadro grave de síndrome respiratória aguda grave.

132 óbitos foram notificados e 106 confirmados. 17 foram descartados e nove estão investigação. 700 amostras de exames aguardam apuração do laboratório especializado.

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