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22 de janeiro de 2022
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Com informações do Estadão

SÃO PAULO – O pré-candidato à Presidência Sérgio Moro (Podemos) negou nesta segunda-feira, 3, que vá concorrer ao Senado caso não consiga subir nas pesquisas de intenção de voto até fevereiro. 

A manifestação do ex-juiz e ex-ministro é resposta a uma publicação do portal UOL desta segunda-feira, 3. De acordo com o texto, o entorno de Moro entende que ele precisa ter um mandato no ano que vem, “seja ele qual for”. A avaliação teria ganhado força com a investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a rescisão de seu contrato com a consultoria americana Alvarez & Marsal. No mês passado, o ministro Bruno Dantas, do Tribunal, pediu acesso a todas as informações relacionadas à interrupção do contrato, incluindo os valores envolvidos.

Segundo a reportagem, interlocutores de Moro teriam afirmado que o ‘plano B’ do pré-candidato seria disputar uma cadeira no Senado se terminasse fevereiro sem chegar a pelo menos 15% das intenções nas pesquisas. 

Em nota, Moro afirmou ser contra o foro privilegiado e disse não precisar de mandato. “Não tenho receio de qualquer investigação, muito menos a de Ministro do TCU sobre fato inexistente”, escreveu o ex-juiz no Twitter. 

O presidenciável foi contratado pela consultoria após abandonar o posto de ministro da Justiça do governo Bolsonaro. A contratação levantou suspeitas de conflito de interesses porque a Alvarez & Marsal é responsável pelo processo de recuperação judicial da construtora Odebrecht, envolvida nas condenações feitas por Moro no âmbito da Operação Lava Jato.