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24 de julho de 2021
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Gisele Coutinho – Da Revista Cenarium

MANAUS – A Suíça anunciou nessa quarta-feira, 23, que abrirá suas fronteiras para turistas brasileiros no próximo sábado, 26 de junho. Pessoas que receberam a vacina ou que já se recuperaram da Covid-19 não precisarão cumprir a quarentena de 14 dias ao chegar no País, apenas será necessário apresentar o teste PCR negativo. As fronteiras estavam fechadas desde de 2020 devido aos avanços da pandemia ao redor do mundo.

A brasileira, Paloma Paula, 33, comprou uma passagem para o exterior há um ano e comemorou ao saber da notícia. O voo da analista de compras foi remarcado duas vezes, e, até o momento, ela está aguardando as fronteiras abrirem para conseguir realizar a viagem. Agora com a liberação da Suíça, ela sente esperança: “Eu estou bastante confiante, espero que com a abertura da Suíça, outros países europeus sigam exemplo”, ressaltou.

Com o avanço da pandemia do novo Coronavírus em todo o mundo, alguns países aumentaram as restrições e proibiram a entrada de brasileiros. O Brasil consta na lista divulgada pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) como o 2º País com maior número de restrições para entrada de nativos em destinos internacionais. Países como o Reino Unido e África do Sul também aparecem com maiores números de restrições.

Os detalhes da abertura

Para pessoas que receberam as duas doses das vacinas da Oxford – Astrazeneca, Pfizer, BioNTech, Sinovac (da Coronavac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantã), Sinopharm e Serum, ou a dose única da vacina da Janssen, 11 dias antes da viagem, poderão entrar na Suíça sem precisar apresentar teste negativo para Covid-19 e fazer quarentena.

O mesmo vale para pessoas que precisam comprovar que estão se recuperando ou já estão recuperados da doença. Neste caso, será preciso apresentar um laudo ou exame que ateste que a pessoa teve Covid-19 em algum período entre, no máximo, seis meses e, no mínimo, 11 dias antes da viagem. Exames de IGG e IGM não serão aceitos.

Para os brasileiros que ainda não foram vacinados contra a Covid-19 e nem possam comprovar que tiveram a doença poderão entrar desde que apresentem um teste negativo (PCR ou rápido de antígeno) e cumpram dez dias de quarentena. O período de isolamento poderá ser feito tanto em casas quanto em hotéis. E crianças e adolescentes menores de 18 anos estão isentos de comprovação de vacina ou teste. Todos precisarão preencher um cadastro com informações como endereço onde estará hospedado e dados de contato no País.

O Brasil ainda não desenvolveu um certificado digital de imunidade contra a Covid-19, nos moldes dos que entrará em vigor em 1º de julho na União Europeia, os viajantes poderão apresentar seus comprovantes de papel, fornecidos pelo posto de vacinação, aos agentes de imigração. O que pode gerar problemas sobretudo para quem recebeu a Coronavac, já que, no documento emitido pelos postos de saúde, em geral a vacina é identificada por seu nome ou pelo seu fabricante nacional, o Butantã, e não Sinovac, o nome do laboratório chinês, como ela está identificada na lista oficial suíça.

Com a Astrazeneca isso também pode acontecer, caso no papel esteja escrito o nome do fornecedor brasileiro, a Fiocruz. No entanto, o escritório do Turismo da Suíça no Brasil afirmou que irá se antecipar a essa possibilidade de mal-entendido.