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27 de novembro de 2021
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Bruno Pacheco e Luís Henrique Oliveira – Da Revista Cenarium

MANAUS – A cinco meses das eleições de outubro, que vão decidir o novo prefeito da capital, além de vereadores, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva disse em entrevista à uma rádio local nesta quinta-feira, 14, torcer para que o vencedor seja do Partido dos Trabalhadores (PT).

“Eu acho que o PT teria que ter candidato em todas as capitais. Eu sei que tem uma prévia PT. Nós temos o Zé Ricardo que é candidato, o Sinésio que está também disputando a indicação, mas eu acho que o PT precisa disputar, aliás, o PT precisa voltar a discutir o jeito petista de governar as cidades”, disse Lula.

De acordo com o ex-presidente, é necessário o retorno do chamado “orçamento participativo”, que segundo ele, é a solução para os problemas econômicos enfrentados pela Nação e que podem surgir, como resultado da pandemia do novo Coronavírus.

“Você poderia fazer uma pesquisa pra saber o que foi a administração petista a partir de 2002 nas cidades brasileiras. O que significou o orçamento participativo? O orçamento participativo era o povo construir o orçamento. O povo decidia se ia fazer uma escola, uma cadeia, uma rua ou um campo de futebol. Eu acho que o PT precisa disputar e eu estou torcendo para que possa ganhar as eleições em Manaus”, completou o petista.

‘Precisava ensinar essa gente como faz a economia crescer’

Sobre o tempo em que o PT comandava o País, Lula lembrou que entre os benefícios trazidos para o Estado está a prorrogação da Zona Franca de Manaus. “Nós prorrogamos a Zona Franca por 50 anos. Era preciso dar importância ao significado da Zona Franca de Manaus para o Brasil e para o Estado do Amazonas. E eu lembro quantas vezes o José Serra e o Alckmim tentaram prejudicar a Zona Franca. Então, eu durmo tranquilo”.

E completou. “Queria voltar a ser presidente em 2018 porque eu tinha mais coisa para fazer. Eu precisava ensinar essa gente como se faz a economia crescer e para isso é preciso fazer o dinheiro girar. É preciso colocar o dinheiro na mão do povo para a economia funcionar. Os pobres nunca foram o problema, os pobres, se respeitados, serão sempre a solução para os problemas econômicos. […] Eles não sabem como lidar com o povo”, finalizou o ex-presidente.

Acusações e fata de provas

Durante a entrevista, Lula aproveitou para fazer críticas ao ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, ao procurador Deltan Dallagnol. “Ninguém acusa ninguém por convicção, ninguém prende ninguém porque tem convicção. Você tem que ter provas do delito cometido ou do crime. Você tá lembrado que dei um depoimento, eu disse pro Moro: ‘você está obrigado a me condenar, porque a mentira já foi longe demais’. E o Moro, o Moro, é um boneco de barro feito pela Globo”, disse Lula ao ser questionado sobre acusações.

“Sou um homem de 74 anos, tenho 50 anos de vida política e o que eles não se importam é como é que pode um metalúrgico que só tem diploma primário conseguiu governar melhor do que eles. Como é que pode a gente ter tirado 36 milhões (de pessoas) da miséria e levado 40 milhões para a classe média? Como é que pode ter aumentado o salário mínimo em 74%? Eu duvido, pode pegar todos os presidentes da República, que alguém tenha feito 50% do que eu fiz no estado do Amazonas”, detalhou.

Inelegível

Segundo noticiou o portal na internet do jornal espanhol El País no final do ano passado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi solto após 580 dias na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, como consequência da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de mudar a interpretação sobre o cumprimento de pena após condenação em segunda instância. No entanto, ainda segundo a publicação, o petista continua inelegível, por conta da Lei da Ficha Limpa.

“Estou proibido de ser candidato, tô com meu direito político cassado. Mas eu durmo toda noite tranquilo, porque eu tenho certeza que eles sabem que eu sou mentiroso e eles sabem que eu sou inocente”.