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16 de novembro de 2021
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Via Brasília – Da Cenarium

Deu ruim

Não foi desta vez ainda que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) selou, em definitivo, a sua filiação à agremiação a quem concorrerá à reeleição em 2022. Uma briga ao telefone com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, com direito à troca de palavras de baixo calão, adiou a adesão de Bolsonaro ao Partido Liberal. De olho no controle no diretório estadual do PL em São Paulo, Bolsonaro não gostou de ouvir de Costa Neto um sonoro “não”. O dirigente partidário disse a Bolsonaro que “quem manda no PL sou eu”, o que motivou a troca de palavrões.

Monitoramento

Depois da troca de ofensas, ninguém em Brasília aposta mais na filiação de Bolsonaro no PL de Costa Neto. Há quem fale numa mudança radical, com o partido deixando a base do governo. Certo mesmo só que a pendenga tem o dedo do vereador Carlos Bolsonaro, que monitorou em tempo real a reação negativa da base de apoio nas redes por conta dos rolos de Valdemar Costa Neto, e que isso teria motivado um recuo do presidente à adesão aos liberais.

Doria X Leite

Antes mesmo das prévias do PSDB, outro embate político que agitou a cena foi entre os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Ambos mostraram os dentes no debate que antecedeu a escolha do candidato do partido à Presidência. Doria começou cutucando Leite pelos deputados gaúchos e influenciadores de sua pré-candidatura (leia-se Aécio Neves e os deputados mineiros) terem votado com Bolsonaro na PEC dos Precatórios.

PEC no debate

Leite se embananou dizendo que sua responsabilidade é dialogar com a bancada gaúcha e não com os deputados federais do RS. Nesse ponto, até o amazonense Arthur Virgílio bateu em Leite. “Seu argumento não convenceu. Não deixe que lhe preguem a faixa de bolsonarista”, disse. Leite retrucou dizendo que o paulista diz “comandar” a bancada e que, no RS, é tudo na base do diálogo. Doria fez novo ataque dizendo que o governador deveria melhorar seus argumentos, uma vez que o PSDB de seu Estado apoiou o governo na PEC. Foi o pior momento de Leite, que reduziu seu papel como de líder nacional.

Contra-ataque

Mas o contra-ataque veio rápido. Leite afirmou que tem maior capacidade eleitoral que Doria e a metade de sua rejeição nas pesquisas de opinião. Deu mais uma tacada: perguntou a Doria se era verdade que ele estaria constrangendo prefeitos, secretários e parlamentares que apoiassem o gaúcho em São Paulo. Para finalizar, puxou a carta de tucano histórico, ao responder provocação de Doria de que estaria tenso. “É tensão de ver o meu partido sendo alvo de constrangimento numas prévias. Nos filiamos há 20 anos e só soube que você era filiado ao PSDB quando você se candidatou.” É a guerra política que está subindo de tom.

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