17 de janeiro de 2021

A Caixa de Pandora havia sido aberta com a eleição de Trump  em 2016 e começou a espalhar maldades com a eleição de Bolsonaro no Brasil em 2018. O que havia na caixa era doença, mentira, dor e morte. No ano seguinte, 2019, surge o coronavírus na China e se espalha rapidamente, matando milhares de pessoas. Nesta quarta-feira o mundo assistiu estarrecido o trincado  do mais antigo cristal da democracia do Ocidente, da sólida e invejável democracia americana, abalada pela invasão do Capitólio.  

Pode ser nada amanhã, mas ficou uma grande ferida na Águia Solitária do Norte, sem moral  agora para dizer que destino autocratas como Bolsonaro no Brasil, ou Maduro na Venezuela, poderão dar as instituições de seus países, sempre ameaçadas.

Trump deixa um exército de radicais que vão sobreviver, inclusive ao coronavírus, e essa é uma tendência moderna, que tem ramificações na Europa, no Brasil e na América Latina.  

Bolsonarismo e trumpismo não são diferentes, têm a mesma soberba, a mesma propensão ao ódio e aversão à ciência. A mesma  pretensão à superioridade de pensamento.

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