5 de dezembro de 2020

Dólar

Euro

Manaus
23oC  29oC

Da Revista Cenarium*

A ucraniana Anna Mirtu, 32, estava à procura de um emprego que pagasse melhor quando encontrou um anúncio no Facebook para trabalhar como guia de turismo em uma agência de viagens em Chernobyl. Ela riu da possibilidade, mas se arriscou e conseguiu a vaga. Há três anos, dedica-se a passeios em inglês e espanhol na Zona de Exclusão onde aconteceu o maior acidente nuclear da história.

Esse tipo de atividade tem um nome específico: turismo dark, feito por pessoas que buscam conhecer palcos de tragédias e lugares lúgubres. Há uma outra denominação, tanatoturismo, para a prática, que significa viagem ao encontro da morte.

Embora o nome sugira uma relação sombria, não se trata apenas da ida a cemitérios ou casas consideradas abandonadas. Localidades que preservam a memória de vítimas de um acontecimento, a exemplo do Memorial do Holocausto, em Berlim, campos de concentração de Auschwitz, na Polônia, e o One World Observatory, em Nova York (EUA), que relembra o atentado terrorista de 11 de setembro, são parte do curcuito do turismo dark.

Mesmo com a exposição à radiação, o número de visitantes na Zona de Exclusão, situada em uma usina nuclear na cidade de Prypiat (Ucrânia), está em alta. Em 2019, segundo Anna Mirtu, o local recebeu 125 mil pessoas, crescimento de quase 1.495% em comparação há cinco anos — 90% do público total é de estrangeiros. Mas a pandemia diminuiu até o ritmo de trabalho da guia, que agora sai de casa seis vezes no mês para receber turistas.

(*) Com informações do UOL

COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.