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21 de outubro de 2021
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Com informações do IG

A pesquisa “O Novo Viajante”, realizada em parceria da Interamerican e Fecomércio/SP, no final do primeiro semestre, mostrou que mais de 50% dos brasileiros desejam viajar para dentro do País e devem privilegiar lugares abertos e que não favoreçam aglomerações.

“O turismo de natureza é a bola da vez”, assegura Débora Gonçalves, secretária nacional de Atração de Investimentos, Parcerias e Concessões do Ministério do Turismo, em entrevista ao iG . Turismo de natureza é um segmento de turismo desenvolvido em áreas naturais com o intuito principal de contemplar a fauna e a flora e curtir passeios ao ar livre.

Os seis tipos de bioma (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal) e as praias e litorais do Brasil são citados por Gonçalves como exemplos do imenso potencial do País nesse setor, que ainda pode ser melhor aproveitado. Esse é um dos objetivos do Portal de Investimentos, uma nova plataforma lançada pelo Ministério do Turismo que, entre outros destaques, sublinha o ecoturismo como uma grande oportunidade de negócio.

Entre os projetos que integram a plataforma estão o Parque Amazônia, o Polo Turístico Cabo Branco, expansão do Beach Park no Ceará, Complexo de Lazer Águas do Velho Chico, Centro Cultural Indígena, entre tantos outros que podem ser conferidos aqui.

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O turismo de natureza pode ser uma vertente importante também para ampliar o número de turistas estrangeiros no cenário pós-pandemia. Em 2019, em um contexto pré-pandêmico, esse contingente foi de 6 milhões.

De acordo com o ICMBio, o Brasil possui 334 unidades de conservação federais, com mais de 12 mil espécies avaliadas. A Embrapa aponta que a vegetação nativa cobre 66% do território nacional.

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São elementos que ajudam a entender a razão do turismo de natureza ser o alvo prioritário nessa fase de revitalização do setor. “É uma nova tendência mundial. Não que as pessoas vão deixar de ir a museus como o Masp”, advoga Gonçalves, mas o turismo de natureza vai ser muito mais procurado do que no passado”. A secretária aposta na “experiência do turismo”, um investimento aliado ao know-how, para dar ao Brasil o protagonismo que sua natureza sugere.