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16 de novembro de 2021
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Marcela Leiros – Da Revista Cenarium

MANAUS – O reitor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Sylvio Puga, participou nessa quarta-feira, 10, de forma virtual, do Seminário Amazônia in Loco, onde destacou a importância de investir nas unidades acadêmicas do interior do Estado, visando o futuro do desenvolvimento tecnológico, econômico e social do Estado. No evento sediado em Belém, no Pará, mas realizado de forma híbrida, são discutidas as possibilidades de investimentos e atividades economicamente sustentáveis na região amazônica voltados a empresas europeias.

No painel que debateu a produção de conhecimento e tecnologia na Amazônia, o moderador foi o reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Emmanuel Tourinho. Os palestrantes foram a diretora-adjunta de Desenvolvimento Territorial do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Ipam), Lucimar Souza, o cientista Carlos Nobre e o reitor Puga.

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“Hoje, nossa instituição passa por um projeto de transformação em relação aos projetos que antes eram focados e destinados à capital. Quando nós buscamos recursos, priorizamos as unidades acadêmicas do interior porque entendemos que a Zona Franca de Manaus é importante para o desenvolvimento do Amazonas, mas ela, sozinha, não vai fazer esse processo ao longo dos próximos anos, então nós entendemos que o futuro econômico e social do nosso Estado está presente no interior”, pontuou o reitor da Ufam, Sylvio Puga, na apresentação.

A participação do reitor da Ufam, Sylvio Puga, no Seminário Amazônia in Loco. (Reprodução/ YouTube)

O reitor da Ufam também explanou dois projetos da instituição de ensino: o Super e o Parque Científico e Tecnológico do Alto Solimões. “Apresentei esses dois projetos para mostrar efetivamente ações concretas da Ufam em relação ao desenvolvimento científico e tecnológico, coisas que estão acontecendo”, explicou à CENARIUM.

Projetos

O primeiro projeto apresentado foi o Super, feito em parceria com a Samsung para impulsionar a capacitação e a pesquisa em cursos de áreas tecnológicas da Ufam que envolve nove cursos de graduação: Ciência da Computação, Engenharia Elétrica (Eletrônica, Telecomunicações e Eletrotécnica), Engenharia da Computação, Sistemas de Informação, Engenharia de Software, Engenharia de Produção e Design. O projeto será desenvolvido em três unidades acadêmicas, incluindo o campus de Itacoatiara, distante 175 quilômetros de Manaus.

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Já o Parque Científico e Tecnológico (PCT) do Alto Solimões pretende funcionar de forma descentralizada em três instituições de ensino: as unidades das Universidades Federal do Amazonas (Ufam) de Benjamin Constant e da Estadual do Amazonas (UEA) de Tabatinga, além do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) de Tabatinga. 

O objetivo é incentivar o ecossistema de inovação na região do Alto Solimões, localizada a sudoeste do Amazonas. O Parque deverá contribuir para a criação de novos negócios, voltados, principalmente, para a geração de valor, a partir do uso sustentável da biodiversidade da região, com desenvolvimento e comercialização de produtos de alto valor agregado como: biocosméticos, fitoterápicos e alimentos nutracêuticos, elaborados com insumos da Amazônia e com alta demanda de mercado no Brasil e no exterior. 

Amazônia in loco

O evento iniciou nessa quarta-feira e encerra nesta quinta-feira, 11, com a participação de empresários e uma agenda de palestras com a presença de autoridades e de especialistas. A programação conta com apresentações e debates sobre a Amazônia e uma feira de exposição de produtos, serviços e tecnologia.

Em paralelo ao evento principal, estão programadas rodadas de negócios para permitir, às empresas que trabalham com negócios na região, o contato com interessados e investidores. As rodadas de negócios estão com inscrições abertas e pretendem reunir representantes de empresas dos países membros da União Europeia e da Amazônia.

O evento é organizado pela Eurocâmaras do Brasil, Câmara de Comércio da Finlândia no Brasil (Finncham Brazil) e Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil. As rodadas de negócios contam com a parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) e da Enterprise Europe Network (EEN). No Brasil, a EEN é gerenciada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).