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24 de julho de 2021
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Com informações do O Globo

MANAUS – O delegado da Polícia Federal Franco Perazzoni foi dispensado, na última quinta-feira, da função de chefe da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros do Distrito Federal. O afastamento aconteceu menos de um mês depois de ele chefiar a operação que fez buscas em endereços do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Batizada de Akuanduba, a operação liderada por Perazzoni apura se o ministro atuou em favor de madeireiros que exportaram matéria-prima de maneira ilegal. O delegado, apesar da decisão, continua à frente da investigação envolvendo Salles.

A remoção do delegado da função de chefia foi vista por grande parte de seus pares como uma represália pela investigação contra Salles. Segundo fontes da PF, a decisão de tirar Perazzoni da função foi da própria Superintencia do DF e não da direção-geral do órgão.  

Documentos aos quais a coluna teve acesso mostram que a proposta da Superintendência do DF era de tirar Perazzoni desta chefia para promovê-lo ao posto de número três na hierarquia do órgão local, como chefe da Delegacia Regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado do DF. Uma consulta foi feita sobre essa movimentação à área dos recursos humanos da PF em 5 de maio, dias antes da operação contra Salles. O movimento de promoção, no entanto, até agora não se concretizou.

Em um despacho emitido nesta terça-feira pelo chefe de gabinete da Direção-Geral do órgão, Marcelo Andrade, afirmava que Perazzoni foi indicado para outra função e que, por isso, o processo interno sobre sua saída do comando da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros do DF deveria ser encerrado. Cinco minutos depois, um novo despacho assinado também por Marcelo Andrade apareceu no sistema encerrando o processo de saída de Perazzoni da área sem contemplá-lo com a promoção. 

Essa não é a primeira mudança na PF ligada a ações contra o ministro do Meio Ambiente. Um dia após apresentar uma noticia-crime contra Salles no Supremo Tribunal Federal, o superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, foi afastado desse posto e removido para Volta Redonda (RJ).