22 de janeiro de 2021

Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – A descoberta de uma “mutação” do coronavírus por autoridades japonesas em pessoas que estiveram no Amazonas foi destaque, nesta terça-feira, 12, do jornal britânico “The Times”. O tabloide tem mais de 200 anos de fundação, sendo um dos periódicos mais respeitados do mundo.

Na publicação, é informado que o Amazonas era a origem desses quatro casos. “Dois homens e duas mulheres, que diziam ter idade de adolescentes aos quarenta anos, testaram positivo depois de chegar ao aeroporto de Tóquio em Haneda, em 2 de janeiro, sofrendo de falta de ar, febre, dores de cabeça e dores de garganta”, diz trecho traduzido.

Trecho em que o jornal destaca o Amazonas (Reprodução/The Times)

A nota detalha ainda que “de acordo com o Ministério da Saúde do Japão e o Instituto Nacional de Doenças Infecciosas, a análise revelou que eles carregam uma cepa mutante do vírus chamada B.1.1.248”, destacou o jornal The Times.

Em estudo

Questionado pela REVISTA CENARIUM sobre estudos de uma possível mutação do novo coronavírus, o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), declarou nesta segunda-feira, 11, que já existem pesquisas da Agência de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (MS) monitorando a situação na capital amazonense.

“Conversei com o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, que informou a existência de um estudo nesse sentido. E que por enquanto não há nenhuma evidência científica sobre essa variante, se ela é mais grave do que a outra ou não”, detalhou Lima.

A paginação completa do jornal ‘The Times’ que noticiou o acontecimento no Amazonas. (Reprodução/The Times)

Mutações

O Instituto Nacional de Doenças Infecciosas (NIID, na sigla em inglês), ligado ao governo japonês, explica que se trata da variante B1.1.248 com 12 mutações na proteína de pico. Ela é semelhante aos vírus encontrados na África do Sul e que geraram preocupação por parte de autoridades de saúde pela alta capacidade de disseminação.

No comunicado, o NIID alerta que uma dessas mutações é a E484, que preocupa por afetar a capacidade de anticorpos monoclonais neutralizarem a infecção por coronavírus nas células.

“Existe a preocupação de que a imunidade convencional contra o vírus possa ser menos eficaz contra o vírus com a mutação E484”, diz o órgão de saúde japonês.

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