24 de outubro de 2020

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Luciana Bezerra — Da Revista Cenarium

MANAUS — O mineiro de Contagem, Alessandro Russo, 28 anos, fundador da Nuvem Vassouras, se inspirou na vassoura do filme Harry Potter para criar um suporte e uma vassoura customizada que quando acoplados a um monociclo elétrico pode ser usado como meio de transporte brasileiro ou em prática esportiva.

Neste sábado, 17, Alessandro Russo explicou à REVISTA CENARIUM como surgiu a ideia da criação e as funcionalidades do produto. Além, de adiantar que o produto estará a venda no Brasil até dezembro.

Alessandro Russo e uma amiga, ambos fãs de Happy Potter, testam o produto em parques de Belo Horizonte (Divulgação/Instagram)

De acordo com Russo, que é professor de inglês, ex-desenvolvedor de jogos e fã apaixonado da saga Harry Potter, a ideia de criar um produto similar a vassoura utilizada pelos personagens da série de magia e bruxaria surgiu em janeiro passado, quando assistia aos vídeos de duas crianças andando de hoverboard [skate elétrico] segurando um cavalinho de madeira entre as pernas.

A partir daquele insight [ideia, conceito, em português] ele juntou quatro amigos, cada um com uma expertise diferente, e produziu um protótipo da “vassoura voadora” e postaram nas redes sociais. No entanto, aponta o empreendedor, a intenção era comercializar o produto fora do País primeiramente, já que as ações de marketing da peça começaram no Canadá. Mas a invenção ganhou caiu no gosto da mídia nacional antes mesmo de se popularizar no exterior.

“Nossa ideia era conseguir um patrocinador internacional, já que lá fora há muitos fãs de Harry Potter. Além disso, as pessoas jogam hoverball [bola elétrica] montadas em um equipamento elétrico. Mas a mídia nacional começou a me procurar e fiquei surpreso com tamanha repercussão. A partir disso, mudamos a estratégia inicial e começamos a fortalecer a divulgação no Brasil. O processo deu tão certo que até dezembro o produto será comercializado no País. Só estamos fechando a forma de como a vassoura será vendida por aqui”, adianta Russo.

O empreendedor afirmou ainda que muitos fãs da saga Harry Potter no Brasil demonstraram interesse em comprar o produto, quando ele e seus quatro sócios abriram na internet um financiamento coletivo para viabilizar a fabricação do produto, já que, até o momento, nenhuma empresa brasileira demosntou interesse em fabricar a tecnologia, em escala.

A empresa de Alessandro já produziu quatro modelos diferentes de vassouras e dois de suportes (Divulgação/Instagram)

Ainda segundo o empreendedor, os sócios estão a procura de uma parceria com um fabricante de monociclo para que possam vender o produto completo. Pois, para que o suporte e a vassoura funcionem, eles precisam de um monociclo elétrico. Russo esclarece também que os monociclos têm preços e velocidades diferentes. O custo desses equipamentos varia de R$ 2.500 a R$ 18 mil. Os mais baratos chegam a 20 quilômetros por hora e a bateria consegue percorrer até quatro quilômetros.

A ideia

Fã fanático de Harry Potter, Russo contou à reportagem que se apaixonou pelas histórias criadas pela escritora J. K. Rowling, responsável aos 8 anos de idade e desde então quis experimentar a sensação de voar em uma vassoura voadora.

“Desde novinho queria saber qual era a sensação de pilotar aquela vassoura mágica do filme Harry Potter. Talvez a ideia tenha ficado gravada no meu subconsciente e conseguimos criar um produto muito parecido com a vassoura do filme, até nós [referindo-se a ele e a seus sócios] ficamos impressionados com o produto final”, completa o inventor mineiro.

Atualmente com 28 anos e inspirado no universo mágico da saga que o empreendedor transformou um sonho de menino em realidade e orgulha-se por recriar a ferramenta utilizando uma vassoura, um suporte de metal e um monociclo elétrico.

Funcionalidade

Tanto o suporte quanto a vassoura foram desenvolvidos pela empresa Nuvem Vassouras a partir de uma tecnologia já existente e a mesma usada no monociclo elétrico. A inovação funciona a partir do momento que o suporte e a vassoura são acopladas a um monociclo elétrico.

Para comandar o equipamento, basta o usuário segurar no cabo da vassoura e impulsionar o corpo para frente para o aparelho funcionar. Ao puxar o cabo da vassoura para trás, o equipamento vai frear. O processo é bem simples e divertido, analisa o idealizador do projeto.

“Vale lembrar, que a vassoura não voa literalmente como a do filme [risos]”, diz o inventor mineiro. “Mas a forma como ela foi desenvolvida por nossa empresa é para que o usuário tenha a sensação de estar voando ou jogando Quidditch [quadribol bola com as mãos , em portugês], um esporte fictício criado pela autora da série de ficção Harry Potter”, completa.

Futuro

A ideia tão logo consiga uma empresa parceira para fabricar o produto em escala é criar aulas com técnicas de Quadribol e montar os primeiros times do esporte no Brasil, antecipa o empreendedor.

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