Venezuelanas refugiadas concluem capacitação profissional em Roraima

Luciana Bezerra — Da Revista Cenarium*

MANAUS — Nesta semana, um grupo formado por 30 mulheres venezuelanas recebeu o diploma do projeto “Empoderando Refugiadas”, vinculado a Agência da ONU para Refugiados no Brasil (Acnur), em Boa Vista, em Roraima. A iniciativa visa promover o acesso de mulheres expatriadas ao mercado de trabalhado no Brasil.

Nesta quinta edição nacional do projeto, iniciado em setembro passado na capital roraimense, participaram da iniciativa mulheres que vivem nos abrigos Latife Salomão e Centro de Interiorização Rondon 2.

As aulas foram ministradas por representantes do Senac local como módulos de capacitação e desenvolvimento de habilidade socioemocional, atendimento ao público, vendas, legislação brasileira, português para negócios e empreendedorismo.

Para Stefani Colares, aluna do projeto a oportunidade foi uma experiência única. “Eu aprendi coisas muito boas, sobre como gerir meu dinheiro, finanças e até como fazer uma entrevista de trabalho”.

De acordo com representantes da Acnur as contratações pelas empresas parceiras contribuem com a estratégia de interiorização da Operação Acolhida — força tarefa humanitária, liderada pelo Governo Federal — para realocar voluntariamente pessoas refugiadas e migrantes venezuelanas para outros estados brasileiros.

Na edição deste ano, o “Empoderando Refugiadas” conta com o apoio da Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI Brasil), que irá garantir moradia temporária e o acompanhamento de um assistente social para todas as mulheres contratadas e suas famílias, por um período de três meses — a ação é financiada pelo Departamento de População, Refugiados e Migração (PRM), do governo norte-americano.

Empresas parceiras como Carrefour, Sodexo, MRV, Uber, Unidas e Lojas Renner apoiam o projeto. Além, do Programa de Apoio à Recolocação de Refugiados (PARR), Foxtime, We Work e Grupo Mulheres do Brasil.

(*) Com informação da Acnur

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

VOLTAR PARA O TOPO