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20 de junho de 2021
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Com informações do O Globo

BRASÍLIA – Vice-presidente do Patriota, Ovasco Resende é o principal entrave à filiação do presidente Jair Bolsonaro à legenda e, apesar de ter perdido espaço na Executiva do partido na semana passada, mantém o controle de diretórios considerados estratégicos, como Rio e São Paulo.

O dirigente contesta judicialmente mudanças no comando feitas pelo presidente da sigla, Adilson Barroso, que na segunda-feira passada filiou o senador Flávio Bolsonaro (RJ) e direcionou o apoio da legenda à campanha de reeleição de Bolsonaro.

Resende disse ao GLOBO que Barroso “usou Bolsonaro” para dar um “golpe”. E que, se o presidente migrar para o partido, “não terá segurança” de que disputará o pleito do ano que vem.

“Não acredito que Bolsonaro vá entrar em um partido dividido e no qual o próprio presidente da legenda age de forma sorrateira. Bolsonaro não tem segurança nenhuma de que Adilson vai manter sua candidatura à reeleição em 2022. Se aparecer um candidato mais forte nas pesquisas, Adilson pode tirar a legenda e apoiar outro nome”, disse Ovasco, alegando que Barroso não mantém palavra sobre acordos.

Apesar de oficialmente dizer que consultará as bases antes de tomar a decisão, Bolsonaro aguarda os movimento da Justiça e mede a temperatura da legenda antes de bater o martelo.

Resende diz que, se Bolsonaro não sentar com seu grupo político, haverá dissidência e sua ala apoiará outro nome ao Planalto. O vice-presidente do Patriota afirma “não ter nada contra Bolsonaro”, mas alega que seu grupo não foi consultado sobre a filiação de Flávio, tampouco sobre o apoiamento à reeleição do presidente em 2022.

“Várias pessoas vieram falar comigo: “Sou bolsonarista e não concordo como o que fizeram com você na convenção”, afirma, sem esconder o aborrecimento por não ter sido procurado pelo presidente da República.

O vice-presidente do Patriota pleteia recuperar os cargos que perdeu na Executiva nacional após a convenção da semana passada e cobra o controle de oito diretórios estaduais: Rio, São Paulo, Goiás, Santa Catarina, Amapá, Acre, Bahia, Distrito Federal e Santa Catarina. Segundo ele, esse foi um acordo feito quando seu então partido, o PRP, fundiu-se ao Patriota, de Barroso, após as eleições de 2018.

Atualmente, Ovasco indicou aliados para os três primeiros Estados e alega ter sido derrubado dos outros cinco. O atrito, contudo, tende a aumentar, uma vez que Bolsonaro não abrirá mão de comandar diretórios como Rio e São Paulo, onde sua família tem reduto eleitoral.