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6 de maio de 2021

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Marcela Leiros – Da Revista Cenarium

MANAUS – O curta-metragem de animação mostra o coelho Ralph apresentando um pouco da sua rotina de ‘trabalho’ para as câmeras. Mas o que deveria ser fofo na verdade faz parte da campanha global promovida pela Humane Society International (HSI) para conscientizar e proibir os testes de cosméticos em animais. Ralph é o porta-voz da #SaveRalph​​, que usa a animação viralizadas nas redes sociais ao longo desta semana para mostrar a crueldade dos testes em animais e a situação animais nos laboratórios em todo o mundo.

Embora proibida em 40 países, incluindo o Brasil, a prática ainda é regulamentada em lugares como a China, onde os testes em animais são obrigatórios por Lei para obter o registro e certificação oficiais da segurança de determinadas categorias de produtos. Fabricantes de cosméticos como a Avon, Dior, MAC, Kylie Cosmetics, Vichy e Lancôme Paris são apontada como marcas que ainda testam em animais.

No vídeo, dublado pelo ator Rodrigo Santoro na versão em português, Ralph é entrevistado por uma equipe de filmagem para um documentário e apresenta a rotina diária como “cobaia” em um laboratório. Logo no início, ele já mostra algumas sequelas dos testes que é submetido: “Eu tô cego no olho direito e essa orelha [direita] não consigo ouvir nada a não ser zumbido. Meu pelo já foi raspado, tenho queimadura química nas costas”, diz o personagem.

Confira o vídeo completo abaixo:
Coelho Ralph é o porta-voz da campanha global promovida pela Humane Society Internacional (Reprodução/Youtube)

Resiliente, Ralph aceita todas os procedimentos que aparentam ser dolorosos mas faz um alerta discreto no final. “Só gostaria de dizer a todos que ainda estão comprando cosméticos testados em animais como rímel, xampu, protetor solar, praticamente tudo que está no seu banheiro, sem vocês e sem países que permitem testes em animais, eu estaria nas ruas, bem, não nas ruas, mas nos campos… como um coelho normal”, diz ele.

Segundo a HSI, o coelho é o animal que mais sofre com a indústria de cosméticos. Eles são amarrados pelo pescoço, tendo produtos cosméticos e seus ingredientes pingados nos olhos e na pele raspada das costas. Os porquinhos da Índia e ratos também são usados como cobaias, com produtos químicos espalhados nas peles raspadas e nas orelhas. Os animais não recebem alívio de dor e são mortos no final dos testes.

Estados brasileiros já proibiram testes

No Brasil, Estados como o Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo já têm leis que proíbem o uso de animais em determinadas indústrias.

No Amazonas, em 2020, a Lei que proíbe a utilização de animais para testes de produtos cosméticos, de higiene pessoal, perfumes e seus componentes foi considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ação foi ajuizada pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) e contou com a participação da HSI como amicus curiae, que auxiliou o julgamento, por meio da apresentação de fundamentos de ordem técnica, como memoriais, audiências e a sustentação oral para embasar o entendimento final do STF.

Para identificar se um produto não faz teste em animais, o indicado é sempre se atentar ao seu rótulo, em que deve conter um selo cruelty free.