Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
1 de dezembro de 2021
Ainda não é assinante
Cenarium? Assine já!
ASSINE
image/svg+xml

Marcela Leiros – Da Revista Cenarium

MANAUS – O primeiro satélite 100% produzido pelo Brasil foi lançado na madrugada deste domingo, 28, no Centro de Lançamento Sriharikota, na Índia. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Amazônia 1 vai fornecer dados de sensoriamento remoto para observar e monitorar o desmatamento, especialmente na Amazônia.

O satélite de observação da Terra, que é completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil, foi ao espaço juntamente com os satélites Sindhu Netra (India), Nanoconnect-2 e SpaceBee (12 ) – ambos dos Estados Unidos.

O Amazônia 1 também vai monitorar a agricultura em todo o território nacional com alta taxa de revisita – a capacidade de coleta de imagens para um mesmo local em um curto intervalo de tempo – buscando atuar em sinergia com os programas ambientais existentes.

Momento em que foguete com o Amazônia 1 foi lançado (Reprodução/Inpe)

Para o Doutor em Cartografia e Sistemas de Informação Geográfica, André Luiz Mendonça, além do benefício da participação do Brasil na construção de um satélite próprio, também é importante, para a Amazônia, a questão da revisita. Enquanto satélites americanos e europeus têm taxas de 10, 12 ou até 15 dias, o satélite brasileiro promete cinco dias de taxa.

“Isso é muito útil porque a gente pode acompanhar processos com maior agilidade, por exemplo, para você fazer determinados tipos de fiscalizações. Pelo fato dele também ser pensado para cá, você consegue fazer com que, sob necessidade, tenha uma revisita ainda menor, de dois em dois dias”, destacou Mendonça.

Lançamento

Cerca de 17 minutos após o lançamento do foguete PSLV-C51, o satélite se separou e fez suas primeiras atividades previstas, como a abertura do painel solar, a estabilização de sua orientação em relação à Terra, a verificação dos sistemas e a colocação do modo de prontidão.

O equipamento é o terceiro a formar o sistema Deter e vai auxiliar na observação e no monitoramento do desmatamento na região amazônica. Com 4 metros de comprimento e 640 kg, o Amazônia 1 vai ficar a 752 quilômetros acima da superfície da Terra em uma órbita entre os polos norte e sul e vai capturar imagens em alta resolução. As fotos começarão a ser tiradas cinco dias após o satélite se estabilizar na órbita.

Do espaço, ele vai mandar o sinal para três estações de monitoramento no Brasil: uma em Cuiabá, em Mato Grosso; a outra em Alcântara, no Maranhão; e a terceira em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo. Todos os movimentos do satélite serão coordenados de uma outra estação, que fica no Inpe.