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10 de maio de 2021

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Via Brasília – Da Revista Cenarium

Em exclusividade, a Coluna Via Brasília entrevistou presencialmente nesta quarta-feira, 28, o presidente da CPI da Pandemia, o senador Omar Aziz (PSD-AM) na capital federal. O parlamentar contou detalhes da condução na Comissão, que vai se basear na cronologia de ações sob responsabilidade do Ministério da Saúde desde março do ano passado.

Via Brasília: Uma missão importante para os brasileiros e os amazonenses que está nas suas mãos. Como está sua cabeça e seu coração?

Omar Aziz: Primeiro que nenhum desses óbitos, com quase 400 mil no Brasil e o que passamos no Amazonas, merece que se politize essa CPI. Nós temos que ser literais e técnicos, nós temos que saber o que nós erramos, o que nós deixamos de fazer, para que a gente possa corrigir imediatamente para que não tenha novas vítimas. E infelizmente o mundo assiste a algo que a gente só imaginaria em filme, nunca que viveríamos isso, todos nós. A Covid-19 está na residência de cada brasileiro, de cada amazonense, nós conhecemos amigos, parentes, muitas pessoas ficaram órfãs, perderam o pai e a mãe com futuro incerto. Além de pessoas que se salvaram graças a Deus, mas com sequelas crônicas, que precisam de atendimento o resto da vida, por essas pessoas, nós não temos o direito de errar, nós não temos o direito de politizar, nós não temos o direito de brincar com a vida das pessoas. Por isso, essa responsabilidade não é só minha, acho que é de cada membro da CPI, de cada senador, de cada gestor do Brasil. Não vamos procurar achar culpados, como se fossemos resolver, essa CPI é diferente, é uma CPI que a Covid-19 não estanca quando começou, ela estanca se nós fizermos o dever de casa.

Via Brasília: Qual vai ser a agenda ou o cronograma da Comissão?

Omar Aziz: Hoje nós iremos trabalhar, os quase 200 requerimentos protocolados na CPI para serem votados amanhã e também vamos apresentar o cronograma, o plano de trabalho da CPI, baseado no plano de trabalho, nós vamos ver os requerimentos compatíveis neste primeiro momento e a gente inicia ouvindo o ministro. Nós temos que iniciar com a cronologia da Covid-19, nós sabemos que no Amazonas por exemplo não foi um feirante, não foi camelô, não foi um trabalhador do distrito industrial que levou a Covid-19 para dentro de casa, foi a classe média que foi passar as férias em Miami e Los Angeles, que trouxe a Covid-19 para Manaus e naquele momento o Ministério da Saúde ficou de braços cruzados, e não fez o dever de casa, não fez uma barreira sanitária. Os únicos brasileiros que tiveram barreira sanitária foram aqueles que vieram da China que fizeram quarentena, ficaram 15 dias para saber se tinham ou não o vírus e depois foram liberados, os nossos aeroportos ficaram abertos, inclusive o internacional do Amazonas, se nós tivéssemos feito barreiras talvez a gente não tivesse afetado tanto, tanto é que o Amazonas foi o primeiro a ter a grande onda e depois na segunda grande onda foi muito mais letal, foi muito mais terrível as variantes. Nós temos que nos preparar e não permitir que outras venham, pois o vírus é mutante, já tem no Amazonas a variante P.1 que é muito letal e pode ter outras variantes que serão letais, e sobre o conhecimento da doença pouco se sabe ou quase nada se sabe dela, então nós temos que nos preparar para o pior, pois se preparando para o pior a gente vai amenizar menos óbitos, vai amenizar menos o sofrimento da população.

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