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28 de janeiro de 2022
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Nícolas Marreco – Da Revista Cenarium

MANAUS – Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o governador Wilson Lima (PSC) declarou na noite de sexta-feira, 10, que não há recursos públicos para o pagamento da folha dos servidores do Estado referente a abril. Além disso, afirmou que “estamos pertinho de colapsar” o sistema público de saúde, destacando que o hospital Delphina Aziz, referência para a entrada de pacientes com Covid-19, esgotou sua capacidade.

“Hoje, eu tenho dinheiro até abril, não sei como será maio. Estou fazendo uma ginástica para garantir o pagamento dos servidores, é a minha prioridade. Mas preciso de ajuda para garantir o pagamento de salários. Temos que ter pressa, era algo para ter sido resolvido ontem”, admitiu.

O governador também estimou perda de 25% da receita dos cofres públicos até o fim do ano, em caso de não ter uma intervenção direta do governo federal. “Estou tentando encontrar caminhos […] e manter o mínimo de serviços funcionando para que a saúde e segurança pública continuem. Preciso ter garantia de receber o FPE (Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal) do ano passado, para que a gente dê incentivo ao empresariado e não quebre ou demita o mínimo”, continuou.

Sobre a crise na saúde, segundo ele, a maior dificuldade é a falta de novos respiradouros. Na próxima segunda (13) há previsão de chegada de 30 itens do tipo via Ministério da Saúde. Wilson disse que também comprou outros 180 respiradouros, e está “catando” em São Paulo, Santa Catarina e nos Estados Unidos. “Estamos em tratativas com o MS para a chegada de mais 150 respiradouros. Também deve chegar mais 33 nos próximos dias”, revelou.

Enquanto o hospital universitário Nilton Lins não é entregue, com previsão de 400 novos leitos para os pacientes, há carência extrema de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Conforme Wilson, entretanto, nenhum paciente ficou sem atendimento até o momento. No Delphina, Wilson afirmou ter cinco leitos disponíveis, embora sejam “de retaguarda e não estavam funcionando por conta da falta de profissionais”.