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18 de janeiro de 2022
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Com informações do Infoglobo

RIO DE JANEIRO (RJ) – A blogueira e bacharel em Direito Laís Crisóstomo Aguiar, de 27 anos, teve o pedido de soltura negado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, no fim de semana. Ela está presa desde 5 de agosto, quando foi flagrada com 461 gramas de cocaína no momento em que embarcaria para Dubai, nos Emirados Árabes.

Laís estava acompanhada de Peterson de Sousa Fontes, de 44 anos. Ele era ex-sócio do noivo da blogueira e tentou assumir a responsabilidade pelos entorpecentes. A Justiça, no entanto, não aceitou o argumento, pois os pertences de Laís estavam na mala com a droga. Os dois permanecem presos.

No pedido, os advogados Rafael Serra Oliveira e Antônio João Nunes Costa alegam “que há claros indícios da ausência de participação” de Laís no fato delituoso.

A defesa da blogueira afirma ainda que afirmou que “a droga lhe foi entregue por amigos na cidade de Promissão, no interior de São Paulo”, “momentos antes de partir para este aeroporto”, esclarecendo ainda que “Lais o encontrou nesse aeroporto, vinda na data de ontem, de Montes Claros-MG”.

Os advogados argumentaram ainda que Laís apenas pediu para “Peterson levar alguns pertences pessoais na mala dele [onde foram encontrados os entorpecentes], pois estaria viajando com uma mala de mão pequena”.

Na decisão, o juiz Nino Oliveira Toldo afirmou que não vê motivo para reconsiderar monocraticamente a decisão que estabeleceu a prisão de Laís. O magistrado estabeleceu que a blogueira terá de esperar a análise do habeas corpus por parte da Décima Primeira Turma do TRF-3, após a apresentação do parecer do Ministério Público Federal.

Prisão

Segundo a Polícia Federal, a mala de Laís, com os pertences dela e objetos com seu nome, era carregada por Peterson. Após a droga ser flagrada no raio-X, agentes da PF localizaram os dois e os levaram para a sede policial, onde foi feita uma revista e uma perícia.

A Polícia Federal afirma que testemunhas acompanharam essa ação. A droga, de acordo com a corporação, estava em cápsulas acondicionadas em frascos de suplementos alimentares.

Após a prisão, a defesa de Laís fez um primeiro pedido de soltura. Na ocasião, ela também alegou não saber do conteúdo da mala.

O desembargador Valdeci dos Santos, do TRT-3, sustentou que a versão de Laís não era plausível: “A versão apresentada pela Laís Crisóstomo Aguiar no sentido de que desconhecia o conteúdo da mala não se apresenta verossímil (coerente), tendo em vista que a cocaína apreendida estava escondida numa mala com os objetos pessoais da paciente”.

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