28 de outubro de 2020

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Náferson Cruz – Revista Cenarium

MANAUS – Exótica e sofisticada, a pele do pirarucu – gigantesco peixe amazônico -, vem sendo utilizada exponencialmente pela indústria da moda em produtos como botas, sapatos e bolsas. A matéria-prima inovadora de baixo impacto ambiental e de estética singular chamou a atenção de Denise Gerassi, especialista em acessórios em couro de pirarucu.

Por telefone, a empresária descendente de italianos, conversou com a REVISTA CENARIUM, sobre a ascensão e aceitação no mercado de bolsas. Há sete anos, Gerassi se perguntou: que marca famosa com conceito de brasilidade a mulher gostaria de ter? A resposta insuflou em diversas ideias, mas foi com o projeto da coleção ‘Lenda da Vitória-Régia’, que surgiu a linha ‘peixe do rio’ e, posteriormente, originaram-se suas notáveis bolsas de couro de pirarucu.

“Foi um desafio buscar um conceito típico brasileiro para transformar em um produto nacional com características internacionais”, comentou a empresária.

Atualmente, a “Empresa Denise Gerassi” tem no comércio da bolsa de couro de pirarucu sua maior demanda, com 90% das vendas. Na vitrine há 20 modelos expostos do produto, considerando a abertura de cores, as opções alçam para 40 itens. As ofertas partem de clientes do Japão, Coreia do Sul, Canadá, Estados Unidos e Portugal. O ticket médio de uma bolsa sai por R$ 1 mil.

“As bolsas e acessórios são inspirados sempre em temas brasileiros, genuínos e com base em ricos processos artesanais que desenvolve junto a artesãs e cooperativas especializadas, localizadas em diversas regiões do País”, explica.

Gerassi destaca que a marca possui um e-commerce próprio onde suas peças podem ser adquiridas. Contudo seu foco é exportar para outros países e, para isso, conta com o apoio da Apex (Agência de Promoção e Exportações e Investimentos), participando em grandes feiras em locais como Colômbia, Milão, Las Vegas, Paris, e também de evento na Casa Pau-Brasil em Lisboa.

Pesca sustentável

No passado, o pirarucu era coletado apenas para alimentação e sua pele se tornava um lixo ecológico que era descartado. Após uma década de pesquisa realizada pela Kaeru (empresa que atua na compra de pele de pirarucu para ser reaproveitada), o pirarucu é pescado seguindo as mais rigorosas práticas de padrões de pesca sustentáveis exigidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e órgãos internacionais como Cities (Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção no Brasil).

Segundo Denise Gerassi, seus produtos são modelos únicos, exclusivos, um dos poucos do País que possuem certificado do Ibama. Ela ressalta ainda que comunidades ribeirinhas na Amazônia, também são beneficiadas com as aquisições da pele do pirarucu. “É uma cadeia de produtos que gera emprego e renda desde aquelas pessoas que atuam no manejo do peixe amazônico àquelas pessoas que estão na fábrica”, completou a empresária.

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