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24 de julho de 2021
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Com informações do O Globo

RIO – A Suíça abrirá suas fronteiras para turistas brasileiros no próximo sábado, 26 de junho. Vacinados e pessoas que já se recuperaram da Covid-19 não precisarão cumprir a quarentena de 14 dias na chegada ao país, apenas apresentar teste PCR negativo.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 23, pelo Switzerland Tourism, órgão de promoção turística da Suíça, num evento digital voltado para agentes, operadores e outros profissionais e empresários do setor de viagens no Brasil. 

Vale lembrar que a Suíça faz parte da zona de livre circulação Schengen, mas não é membro da União Europeia. Então, caso o viajante queira seguir de lá para algum país do bloco, é preciso esperar ao menos dez dias antes de cruzar as fronteiras. E ver em que casos específicos essa circulação é permitida.

No momento, há voos diretos do Brasil para a Suíça a bordo da Swss Airlines, com seis rotas semanais entre São Paulo e Zurique. Em agosto, segundo a companhia aérea, essa frequência passará a ser diária.

Os detalhes da abertura

Quem já tiver recebido, 11 dias antes da viagem, as duas doses das vacinas da Pfizer / BioNTech, Oxford / Astrazeneca, Sinovac (da Coronavac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantã), Sinopharm e Serum, ou a dose única da vacina da Janssen, poderá entrar na Suíça sem precisar apresentar teste negativo para Covid-19 nem fazer quarentena.

O mesmo valerá para quem comprovar ter se recuperado da doença. Neste caso, será preciso apresentar um laudo ou exame que ateste que a pessoa teve Covid-19 em algum período entre, no máximo, seis meses e, no mínimo, 11 dias antes da viagem. Exames de IGG e IGM não serão aceitos.

Já os brasileiros que não tiverem sido completamente imunizados contra a Covid-19 com as vacinas e nem possam comprovar que já tiveram e se recuperaram da doença, poderão entrar desde que apresentem um teste negativo (PCR ou rápido de antígeno) e cumpram dez dias de quarentena. Esse período de isolamento poderá ser feito tanto em hotéis quanto em casas particulares, de amigos ou alugadas. E crianças e adolescentes menores de 18 anos estão isentos de comprovação de vacina ou teste.

Todos precisarão preencher um cadastro com informações como endereço onde estará hospedado e dados de contato no país.

Como o Brasil ainda não desenvolveu um certificado digital de imunidade contra a Covid-19, nos moldes dos que entrará em vigor em 1º de julho na União Europeia, os viajantes poderão apresentar seus comprovantes de papel, fornecidos pelo posto de vacinação, aos agentes de imigração.

O que pode gerar problemas sobretudo para quem recebeu a Coronavac, já que, no documento emitido pelos postos de saúde, em geral a vacina é identificada por seu nome ou pelo seu fabricante nacional, o Butantã, e não Sinovac, o nome do laboratório chinês, como ela está identificada na lista oficial Suíça. Com a Astrazeneca isso também pode acontecer, caso no papel esteja escrito o nome do fornecedor brasileiro, a Fiocruz. No entanto, o escritório do Turismo da Suíça no Brasil afirmou que irá se antecipar a essa possibilidade de mal-entendido.