25 de fevereiro de 2021

Com informações da Revista Metrópoles

O transporte público no Brasil perdeu 70 mil profissionais. As demissões foram contabilizadas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT). Segundo a entidade, a crise ficou ainda mais acentuada pela pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

O setor pede apoio ao governo federal e ao Congresso para evitar novos cortes. Nesse contexto, não é descartada a possibilidade de deflagração de greve geral. Ofícios sobre a situação foram enviados ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e aos presidentes da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

“Já perdemos 70 mil postos de trabalho somente no público urbano e metropolitano de passageiros, em função da grave crise que afeta nosso segmento de serviços”, alerta Jaime Bueno Aguiar, presidente da CNTTT, nas correspondências enviadas.

A categoria solicita que o chefe do Executivo destine recursos aos municípios, na forma de auxílio emergencial. (Reprodução/Internet)

Categoria unida

A categoria solicita que o chefe do Executivo destine recursos aos municípios na forma de auxílio emergencial. Outras demandas incluem o fomento da discussão a respeito da modernização do marco regulatório do transporte público e o incentivo para a criação de fundos para o setor.

Com profissionais insatisfeitos, sindicatos de pelo menos 19 estados planejam paralisações. As articulações ocorrem no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais e Goiás, entre outras unidades federativas.

“As interrupções dos serviços e a falta de pagamento dos salários dos trabalhadores em transportes terrestres são justificadas pelo empregador pela ausência de recursos financeiros, gerada pela queda brutal do número de passageiros pagantes transportados”, destaca Jaime.