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24 de julho de 2021
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Via Brasília – Da Revista Cenarium

Rumores de Greve

Como se já não fosse muito aos brasileiros ter de aguentar o tranco da subida do custo de vida – aumento de energia, gasolina e inflação dos alimentos nas alturas, há no ar uma expectativa de uma greve nacional dos caminhoneiros. E quando esta categoria para, o combo “desabastecimento de gêneros e elevação de preços” vêm na esteira. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) – que congrega sete federações e 140 sindicatos ligados a cerca de 800 mil caminhoneiros autônomos – nega discussões sobre possível paralisação nas próximas semanas.

Vacina no braço

A CNTA, que se aproximou do governo nos últimos tempos, afirma que as demandas da categoria estão sendo atendidas – inclusive com uma MP – e que não há motivos para greve neste momento. A inclusão dos caminhoneiros no Plano Nacional de Vacinação (PNV) era uma das demandas da categoria, mas segundo a CNTA os caminhoneiros estão conseguindo se imunizar atualmente por faixa-etária ou pelo grupo de comorbidades.

Insatisfação

No entanto, há outras entidades, que também se colocam como representantes dos caminhoneiros, onde a insatisfação é grande. Presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o Chorão, disse aos jornais recentemente que o Governo Bolsonaro não está cumprindo as promessas feitas aos caminhoneiros e sinalizou para possibilidade de greve. Chorão ficou conhecido durante a paralisação de 2018, que culminou com uma grave crise de abastecimento em todo o País, com reflexos negativos no PIB.

Racha

Já o movimento Damas de Ferro, entidade em apoio às mulheres e familiares dos caminhoneiros, nega os rumores de greve. A líder do Damas, Gisele Vaz, que diz que Chorão não teria maioria para um movimento da envergadura da que ocorreu há 3 anos, embora ele esteja convocando uma paralisação para o dia 25 de junho. Aonde irá parar este novo racha entre os caminhoneiros não podemos predizer. Mas uma certeza já se tem: a persistir a escalada nos preços dos combustíveis, a greve poderá ser inevitável, com mais uma conta salgada para o consumidor brasileiro.

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