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30 de novembro de 2021
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Com informações do Infoglobo

RIO — Manifestantes se reúnem nos arredores da Candelária, no Centro do Rio, em ato contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na manhã deste sábado.As manifestações foram convocadas  por centrais sindicais, partidos de esquerda e uniões estudantis. Além de pedirem o impeachment, os manifestantes protestam contra o desemprego, o desmatamento, as quase 600 mil mortes na pandemia, as privatizações das estatais federais, e a alta da inflação, em especial de alimentos, do combustível e da energia elétrica. A maioria usava máscara contra a Covid-19. Há protestos contra o governo em cidades espalhadas por todo o País. A maior parte das manifestações está marcada para ocorrer pela manhã. Atos foram registrados ainda em Salvador, João Pessoa, Fortaleza, Goiânia, Teresina, São Luís e em cidades do interior.

O protesto, que se iniciou por volta de 10h, tem a participação de partidos políticos de  esquerda, como PT, PDT, PSB, PSOL, PCdoB, PSTU, PCO e UP, além de dezenas de movimentos sindicais e populares, que se organizam ao redor de um carro de som.

Cecília Maria Nascimento, de 74 anos, veio de Niterói para participar do ato. “O Bolsonaro está acabando com o Brasil. Sou a favor da universidade pública e contra a reforma administrativa. São tantas as razões de estar aqui que a gente nem sabe por onde começar: roubalheira, privatizacões, inflação alta. O povo não aguenta mais”, disse a idosa.

Apos caminhada até a Cinelândia e carregando bandeiras e cartazes de diferentes pautas, os manifestantes pararam em frente a Câmara dos Vereadores e ao Teatro Municipal, entoando gritos de “Fora Bolsonaro” e “Fora genocida”.

De um lado do protesto, militantes do PDT balançavam bandeiras e estendiam cartazes com o rosto do pré-candidato à presidência Ciro Gomes. Do outro, manifestantes com as cores do PT, junto à maioria dos movimentos sociais, vestiam camisas com o rosto do ex-presidente Lula.

Apesar das divergências, não houve conflitos e os grupos se encontraram inúmeras vezes. Para a pedagoga Claudia Paiva, no momento, os dois lados devem se unir, uma vez que defendem a mesma causa.

“Hoje, finalmente, estamos conseguindo ver uma ampla unidade de partidos de esquerda no mesmo ato. Parece que só assim a classe política vai entender que a maioria da população não aguenta mais esse louco na presidência”, defendeu a moradora do Andaraí.

Num palanque montado na Cinelândia, ao lado de um boneco gigante de Lula, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) discursou para a multidão e elogiou o uso de máscaras entre os participantes.

“Bolsonaro não respeita a democracia e a Constituição. Ele não quer eleição porque sabe que será derrotado, isso se não sofrer o impeachment antes. Esse é o momento de formarmos uma frente ampla. Sobre candidaturas, nós conversamos só no ano que vem. Precisamos juntar todas as forças do Brasil contra o fascismo”, disse a parlamentar.

Representando o PDT, Ciro Gomes reiterou que as diferenças sejam deixadas de lado e reclamou da postura do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), por não dar prosseguimento aos pedidos de impeachment protocolados no Legislativo.

“O processo de impeachment exige que o presidente da República tenha cometido, de caso pensado, um crime de responsabilidade. E Bolsonaro é um criminoso repetido que atenta contra a democracia. Com toda a humildade, precisamos ter clareza de que, nós, da oposição no Congresso, somos apenas 120. Precisamos de unidade para chegar aos 305 votos necessários”.

Protestos pelo País

No Ceará, os manifestantes se reuniram no centro da capital,  Fortaleza. Com faixas e bandeiras, eles caminharam pelas ruas da cidade e protestaram contra as condições que fizeram que que a fome aumentasse e pediram a geração de empregos e políticas de moradia. Eles também protestaram contra a reforma administrativa, em tramitação no Câmara dos Deputados, e contra as privatizações promovidas pela gestão atual.

Há registros de atos em Minas Gerais, em cidades como Montes Claros.  No Rio Grande do Sul, manifestaram foram às ruas em Pelotas e Cruz Alta.

Em Belém, os manifestantes se reuniram no Mercado de São Brás, às 8h. 

Em Goiânia, a manifestação começou por volta das 9h, na Praça do Trabalhador, no centro da cidade. Com faixas e cartazes, o movimento pede o impeachment do presidente, mais vacinas contra a Covid-19 e atuação do governo federal contra a inflação.